Motivação Desde sempre eu venho tentando responder a pergunta: como me manter 100% motivado nas coisas que faço? No trabalho, na academia, nas aulas de espanhol estou sempre brigando comigo mesmo para manter a motivação lá em cima. Nunca achei a resposta, mas me senti mais perto ao ler o artigo “Why motivation doesn`t really matter” (Porque motivação não é realmente importante).

Uma coisa eu já sabia: se você acredita que algo vai te trazer benefícios, que vai ser bom pra você, faça! Por mais “desmotivado” que esteja. Não é fácil, mas uma vez que damos o primeiro passo, as coisas tendem a melhorar.

Eis um exemplo muito corriqueiro: você está em casa meio pra baixo num sábado à noite. Trabalhou ontem, vai trabalhar depois de amanhã; um amigo lhe telefona convidando pra ir a um barzinho, se distrair, mas você diz que está “sem vontade”—em outras palavras, está sem motivação. Certamente,  você teria se sentindo muito melhor se tivesse aceitado, mas a (des-) motivação não deixou.

O problema da motivação é que ela nos impede de fazer muitas coisas. Ela é uma desculpa e tanto, mas o fato é que a motivação um fluxo que ora aumenta ora diminui. Jonathan Mead —o autor do artigo que me inspirou— coloca desta maneira: “às vezes, seu nível de motivação será como um devastador tsunami. Outras vezes, será como um riacho constante. Esse é o ritmo natural, e seguir esse ritmo é importante, porque se você não seguir, você explode.”

É importante entendermos que motivação não é requisito , mas um bônus para fazermos algo melhor e mais rápido. Motivação de mais pode nos levar a fazer algo sem pensarmos a respeito; enquanto motivação de menos pode nos levar a ficar mais tempo com a bunda na cadeira do que deveríamos. Talvez estejamos supervalorizando a motivação, entendendo algo importante como algo indispensável.

Para fechar, duas dicas valiosas que aprendi:

Aceite que você não estará sempre altamente motivado. Esperar pela motivação é colocar muita pressão em si, o que é geralmente um grande inimigo da produtividade.

Siga o seu ritmo. Todos nós temos momentos de maior inspiração e disposição, quando somos mais criativos e produtivos. Devemos aproveitar esse momento e tirar o máximo dele, porque depois da tempestade vem a calmaria.