Ele não está tão afim de você Uma cena muito comum: você chega no cinema, olha para os vários cartazes de filmes que estão em exibição, você já se decidiu —e sua namorada também—. Você quer ver o novo filme do Vin Diesel e ela Jennifer Aniston. Ou você está decidido a assistir as novas velhas caretas do Jim Carrey, mas ela escolheu ver o Russell Crowe. Talvez fosse mais fácil se soubéssemos que o do Jim Carrey e o da Jennifer Aniston proporcionam mais que boas risadas, através da sua fórmula de entretenimento com um pouco de auto-ajuda. Se esses filmes fosse capaz de dar um estalo do tipo “ei da poltrona, acorda pra vida!”, você os assistiria?

Nas duas últimas semanas, assisti 2 comédias que me surpreenderam. Afinal, eu não espera que um filme de comédia possa ir além do “engraçado” e me ensinar algo. Há muitos filmes com lições enriquecedoras, mas a maioria é drama e extrair alguma lição depende do envolvimento e interpretação de cada um. Os 2 filmes que assisti são diferentes porque são leves e a “lição” é a mensagem principal.

O primeiro, “Ele não está tão a fim de você”,  é mais para as meninas —embora homens irão se identificar com muitas das situações. Baseado num best-seller —escrito por 2 roteiristas de Sex and the City— que vendeu mais de 2 milhões de cópias, o filme é um beliscão em todas as mulheres que ficam murmurando e imaginando porque o cara não telefonou pra ela depois de um agradável encontro (na opinião dela). O filme mostra personagens bem realistas como o casal que namora há 7 anos e ainda não se casaram, o casal de fachada, o cara que parece não ter sentimentos e outros. Qual é a mulher que não tem pelo menos uma amiga solteirona que tenta mas nunca consegue ter uma relação estável? Qual o homem que não tem um amigo que está velho demais pra bancar o garotão —mas ainda se acha?

150609_simsenhorEm “Sim senhor”, o caráter auto-ajuda do filme é mais evidente. Ele não é baseado em um livro de auto-ajuda, e sim no personagem que assiste um seminário de auto-ajuda. Um sujeito conformado com a vida, que foge de responsabilidades maiores utilizando a resposta mais segura de todas, o “não”. Carl não se importa de estar há 5 anos sem uma promoção, nunca fazer nada de novo e inventar desculpas para todos os convites que seus amigos lhe fazem. Ele está bem com a sua vida baseada em DVDs e 40h de trabalho semanais.  Tudo mundo quando um conhecido convida Carl para o seminário “Sim senhor” e faz um acordo com o palestrante de que dirá “sim” para tudo que lhe aparecer na frente. A partir daí, a vida de Carl muda para melhor. Ele toma aulas de coreano, aprende a pilotar, pega um porre com amigos e até aceita ir naquela festa alternativa que há tempos lhe dão o flyer.

Os dois filmes de comédia são despretensiosos e podem te fazer passar batido pelo cinema ou pela locadora, mas são filmes que realmente valem a pena porque pode te levar a pensar “e se eu fizesse algo diferente, pelo menos uma vez, do que costumo fazer?” e se eu simplesmente dissesse sim ao outro filme?

UPDATE: Mais um “filme auto-ajuda” que aconselho, desta vez um drama chamado  “One Week”.