Há uma linha tênue separando essas duas formas de acreditar. A diferença não é apenas semântica, mas prática—embora inconsciente— e saber diferenciá-las talvez, apenas talvez, evite frustrações no trabalho e na vida pessoal.
Fé é crer quando tudo indica o contrário. “Fé é dar o primeiro passo antes de ver toda a escadaria”, disse Martin Luther King.
Otimismo é crer quando você já fez certo e acredita fortemente nisso. Há uma citação de Robert Brault que eu acho fantástica: “Um lápis mede aproximadamente 17cm com uma borracha de apenas 1cm para o caso de você pensar que o otimismo acabou.”
Não quero entrar no aspecto religioso, estou pensando do ponto-de-vista antropológico, como a maioria de nós age quando temos fé. O filósofo contemporâneo John Dewey dizia que “fé é não se preocupar”. Exatamente! Por essência, a fé é um acreditar cego, você não duvida nem contesta, tudo que tem que fazer é acreditar—e não se esquecer de agir. Você dá um passo e acredita que a fé dará mais dois por você. Não raro, a fé leva pessoas a não agir ou a fazer muito menos do que poderiam. Um exemplo trivial: pessoas dizem “se eu ganhasse na loteria…”, mas quantas apostam com frequência? Loteria é algo baseado estritamente em fé.
O otimismo é um acreditar menos transcendental, mais realista digamos assim.. Requer algo factual pra ser acreditado. Você acredita que entrar naquele determinado segmento, por exemplo, vai dar certo porque irá oferecer versões personalizáveis —ao contrário dos concorrentes— a um custo menor. Fato. Diante disso, você e sua equipe trabalham duro, colhem mais dados, constroem protótipos, testam, o público aceita e o produto é lançado. Você se sente otimista e faz projeções de aumentar o faturamento da empresa em 20% nos três primeiros meses. Você está sendo otimista porque tem motivos pra acreditar nisso.
Outro exemplo claro é o futebol. Pode parecer idiota o que vou dizer, mas o último colocado de um campeonato tende a jogar com base na fé e o líder tende a jogar com otimismo. Mais vitórias significam maior otimismo. Mais derrotas significam baixa auto-estima e a única coisa com que se pode contar é a fé.
Resumindo, a fé leva você a acreditar mais, porém a agir pouco. Enquanto o otimismo leva você a agir, acreditar, e agir mais ainda. Você pode construir subsídios que geram otimismo, mas não fé. A fé vem de dentro (algo inexplicável), o otimismo vem de fora (cenário positivo). O melhor que eu posso extrair disso tudo é que precisamos tanto de fé como de otimismo pra obter sucesso em marketing.
Durante um ano, estive envolvido com a comunicação da Kia Motors e por consequência em seus concorrentes também, mais especificamente a Hyundai (ignorem o fato da Kia pertencer à Hyundai, pois são marcas administradas separadamente).
A revista Fortune perguntou o seguinte a 22 das pessoas mais bem-sucedidas do mundo: 





Desde sempre eu venho tentando responder a pergunta: como me manter 100% motivado nas coisas que faço? No trabalho, na academia, nas aulas de espanhol estou sempre brigando comigo mesmo para manter a motivação lá em cima. Nunca achei a resposta, mas me senti mais perto ao ler o artigo
Marketing é guerra meus amigos. Hoje, a maioria de vocês já devem ter percebido disso. Uma vez que a maioria de vocês são familiarizados com “Marketing de Guerra”, o livro que escrevi com meu ex-parceiro Al Ries sobre estratégia e táticas que podem ser implementadas na linha de frente do marketing. Com ajuda do general prussiano Karl von Clausewitz, conhecemos muitas das coisas que marqueteiros enfrentam no campo de batalha. Eu ofereço uma breve recapitulação em alguns dos pontos mais importantes para você enfrentar um motim.


