Mais fôlego para o rádio
A cada ano que passa, os comerciais de rádio vão ficando cada vez mais chatos e irritantes. A maioria das peças parece que são feitas com base em um molde cheio de defeitos causados pelo tempo. A ascensão da mídia digital só agravou a situação, ostentando algo inovador e atual bem na frente do seu primo pobre e velho rádio.
O baixo custo de produção e veiculação transformou o rádio em brigadeiro de festa, todos querem — e o pior, eles podem. Micro e pequenas empresas podem anunciar sem contratar uma agência, pagando apenas o custo da veiculação em troca de spots precariamente produzidos que poluem nossos ouvidos. Em suma, o problema do rádio foi causado pela própria indústria, não simplesmente por agências sem ideias.
Em um momento em que a audiência do rádio tem crescido (alavancado, em parte, pelas rádios online), peixes-grandes da publicidade mundial e outros profissionais de comunicação se reuniram em uma mesa-redonda a convite do Radio Mercury Awards, em Nova York, para discutir os problemas —e as possíveis melhorias— do rádio como investimento de mídia.
Durante cerca de uma hora e meia, 11 profissionais top debateram sobre quais são os problemas que o rádio enfrenta e chegaram a estes cinco:
- O rádio é tático e imediatista
- O rádio não ajuda na construção de marcas
- A grande quantidade de comerciais ruins desmerecem os bons
- O rádio está sem prestígio. Ninguém fala dela como fala da internet
- O rádio não é mais popular. Ganhar um prêmio por um spot não é a mesma coisa que por um anúncio
Obviamente, os feras também tentaram vislumbrar alguma saída nesse ardiloso caminho em busca da salvação criativa do rádio. As impressões e comentários deixaram claro que não existe uma resposta e não vai ser nada fácil, mas basicamente passa pela vontade das emissoras em alterar o seu modelo de negócios (como os jornais estão sendo forçados a fazer). Abaixo, eu destaco algumas das partes mais bacanas do bate-papo, na minha opinião:
- Qual o objetivo de anunciar no rádio? É preciso haver uma estratégia por trás e não apenas anunciar porque é barato. Por exemplo, a rede Motel 6 construiu seu nome a partir do rádio. Para David Fowler, diretor mundial de criação da Ogilvy & Mather, funcionou porque agência e empresa apostaram tudo no rádio. “Era meio óbvio focarmos no rádio, você está dirigindo quando avista um motel”.
- Mike Shine, criativo da agência do famoso restaurante mexicano Chipotle, diz que usou o rádio pra passar uma imagem de restaurante local e de alta qualidade dos ingredientes. “A ideia era não parecer como uma grande rede de restaurantes, anunciar na TV faria justamente o contrário”.
- Uma boa ideia é limitar a quantidade de comerciais nos melhores programas da emissora, isso valoriza o anunciante e aumenta o comprometimento. Obviamente, cobrando muito mais por isso.
- Voltar a valorizar os “testemunhais” e patrocínios de programas. Sempre contextualizado (pra valorizar a marca) e sem exageros.
- Abrace a internet! Nos EUA, 10% da audiência do rádio é online, pode parecer pouco, mas é muito. O rádio pode ser um meio um tanto limitado, mas os limites desaparecem no momento que elas vão para internet.
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Sylvio, tá sabendo que o livro do Daniel Pink, In whole new Mind, chegará no Brasil em Outubro, na versão traduzida cara.
Estou super interessado em comprá-lo, mas não sei se espero ou se compro o em inglês, este fds meus professores do mba indicaram na aula.
Já o do Martin, tmb esotu interessado, mas acho que vou esperar pela versão em port.
Aliás, vc já leu Paixão por Vencer, do Jack Welch?
abs!!!
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Sylvio respondeu:
(25 de maio de 2009)Boa notícia Paulo. Se eu fosse você esperaria pela versão traduzida. Particularmente, só compro livro em inglês que acabou de sair lá nos EUA e eu sei que vai demorar a chegar (se chegar) no Brasil. Por exemplo, o livro do Daniel Pink é de 2006. O do Martin eu encomendei e até agora ainda não chegou, até liguei na livraria pra ver se não haviam esquecido, hehe.
Não li esse do Welch não. É muito bom? Tenho comprado bastante livros no Estante Virtual, saem baratinho.
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[...] Mais fôlego para o meio rádio. [Link] [...]
Que esta reportagem não se propague no nosso mercado, pois a interpretação por aqui Sylvio pode ser um tanto negativa, embora creio que a Itapema em especial valorise o seu breack comercial, em relação as demais rádios e os nossos clientes com tu sabes, são todos dentro do perfil que a gente quer atingir.
Beijo, beijo…
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