Sr. Publicitário, como nascem as idéias?
Para mim, escrever um anúncio é intimidante.
Você se senta com o seu dupla e põe os pés pra cima. Você lê o briefing, traça um quadrado numa folha de papel e vocês dois encaram aquela maldita folha. Vocês encaram os sapatos um do outro. Você olha para o quadrado. Você desiste e vai almoçar.
Você volta e o quadrado vazio ainda está lá.
Então vocês dois olham anuários e folders com informações que o atendimento deixou. Hmmm. Você chama seu dupla para dizer que este whisky é fabricado numa pequena cidade de nome engraçado.
Seu dupla olha pela janela, encara algo à distância e diz “oh”. No andar debaixo, o telefone toca.
Lendo o site do cliente, seu dupla nota que os destiladores rotacionam os barris envelhecidos 1/4 para a esquerda de tempos em tempos. “Hmmm”. Você lê que o musgo das árvores cresce mais depressa nos lados que dão para frente da destilaria. Isso é interessante.
Você sente a faísca de uma idéia. Você posiciona sua lapiseira sobre o papel. E tudo vem à tona em um flash de criatividade. (Wow! Alguém disque pro 190. Reporte um incêndio na minha folha de papel, porque eu estou pegando FOGO.) Você abaixa a lapiseira, sorri e lê o que escreveu. Bela porcaria. Você chama isso de dia de trabalho e se manda pra assistir um filme.
Esse processo continua durante dias, até semanas, então um dia sem qualquer aviso, uma idéia aparece a sua porta, toda bonitinha como uma testemunha de Jeová. Você não sabe de onde saiu, mas ela veio.
É assim que você surge com uma idéia. Desculpe, não há nenhum grande segredo. É basicamente prática.
Extraído do capítulo 2 —”Sharp Pencil Works Best”— do livro de Luke Sullivan.
TEMAS: Marketing, Advertising secrets, criação publicitária, divertido, storytelling, vida de publicitário
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Sylvio R. respondeu:
(28 de setembro de 2009)Você deve concordar que uma agência que concede somente duas horas de prazo para a criação de uma peça jamais será reconhecida por algo além de "medíocre".
Eu já trabalhei em agência assim e os trabalhos dessas agências eram como a mentalidade dos donos: tristes.
Obrigado pelo comentário Alan, eu realmente o entendo.
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