Viral sem marketing
Buzz e viral são duas coisas que não saem da boca de marqueteiros e publicitários. Acrescente as mídias sociais e você terá a fórmula mágica para o sucesso instantâneo do seu produto (ou serviço). Como bom crítico que sou, tenho minhas ponderações quanto a eficiência dos virais como ferramenta de marketing. Corroborando com a minha opinião, Seth Godin escreveu sobre e separou o joio do trigo ao explicar o que é marketing, o que é viral e quando os dois se unem para se tornar marketing viral. Eis a interessante definição:
“Marketing viral é uma idéia que se espalha — e enquanto ela está se espalhando, está ajudando a vender um negócio ou uma causa.”
Godin separa o marketing viral em dois tipos:
O primeiro nem parece com o viral que conhecemos e é na verdade uma espécie de buzz marketing, onde produto se auto-propaga num ciclo um tanto óbvio. Quanto mais é utilizado mais é visto, quanto mais visto mais é utilizado. É o tipo de produto/serviço que estimula as pessoas a usarem cada vez mais. Ex: YouTube.
O segundo é o viral como conhecemos, ele se espalha simplesmente porque as pessoas querem espalhá-lo. Mas neste caso, não é o produto em sei que se espalha, é alguma outra coisa. Ex: peças da campanha de Barack Obama.
Godin é geralmente um cara amigável com as palavras, mas desta vez foi um chato. Agora fico mais tranquilo ao respaldar minhas críticas nas dele e não dar uma de chato sozinho.
Virais geralmente são chatos e também perigosos. Se os consumidores perceberem a falta de autenticidade naquilo que está se espalhando, game over. Se o produto não tiver um algo a mais, game over e sem direito a continue. Você não vai sair espalhando algo que é ruim ou apenas “normal”, vai? As pessoas querem algo interessante pra comentar: um computador que você não precise de mouse, um celular sem teclas ou uma loja diferente da que você está acostumado. Milhões de pessoas querem ajudar a vender o seu produto, mas não pense que elas farão isso sem ganhar nada. Como em qualquer comercial, eles querem um benefício. Qual a vantagem em espalhar a sua idéia pros meus amigos? O que eu ganho? Só porque é divertido?
Idéias divertidas, idiotas, bobas, engraçadas e afins não necessariamente ajudam vender. O YouTube está cheio de virais assim, mas quanto desses podem ser considerados realmente ações de marketing? Para Godin, a única maneira de você fazer seu produto espalhar é criar o seu produto para ser espalhado. Quando Steve Jobs idealizou o iPhone ele sabia do seu potencial, sabia que ia dar o que falar. Tinha como não dar?
“Ser viral não é a parte difícil. Difícil é fazer o viral gerar algum valor e não apenas entretenimento para você e seu chefe”, disse o mestre Seth Godin.
TEMAS: Marketing, Seth Godin, viral
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Sylvio, de fato, pensando bem, vc tem razão a Cauda Longa pode er uma boa oportunidade para este mercado. Para lojas de antiquários ou para Mercado de Artes, acredito que possa ser também uma ferramenta.
Vou procurar saber sobre este livro. Do Al Ries eu apenas li o Origem das Marcas e o Posicionamento.
abs
*tmb estou pensando seriamente em comprar um iphone rs, por coincidência tmb sempre fui avesso às Marcas.
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Dica de leitura: http://www.blogdeguerrilha.com.br/category/quedapropaganda/, liga-se meio que indiretamente ao post anterior.
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