Arquivo de dezembro de 2008

“Proteção solar nunca sai de moda” (Garnier)

“Para um branco igual novo” (Tide)*

Mc Donald`s & Coca-Cola

4×4 Chevrolet

*Eu deduzi o título a partir de algumas palavras, já que não está bem visível na imagem.

Você é um seguidor de Chris Anderson e seu conceito da cauda longa? Então este post é para você.

Semana passada, três pesquisadores demonstraram  na conferência Telco 2.0  a inaplicabilidade da cauda longa no mercado da música digital. Ué, se não se aplica a um mercado onde todo o estoque está dentro de díscos rígidos, onde se aplica? Boa pergunta… mas o coordenador da pesquisa, Will Page, assegura que há mercados em que a cauda longa pode funcionar, mas não é o caso da música digital. Seu colega de pesquisa, Andrew Bud, comentou que “a cauda longa criou um movimento, e é esse movimento que está em perigo”.

Agora vamos a alguns dados. A pesquisa que trabalhou com o estratosférico número de 10 milhões de transações de uma grande loja (virtual) de música, e resultou em uma planilha de Excel com 1 milhão e meio de linhas. Page constatou que 80% do acervo da loja não vendeu nenhuma cópia e o mais interessante: “apenas” 52.000 músicas foram responsáveis por 80% das vendas. Page e sua equipe não satisfeitos, calcularam a quantidade de CDs que uma grande loja possui em seu estoque. Cerca de 4000. Ou seja, aproximadamente 52.000 músicas.

Resumindo, uma boa loja virtual não precisa ter muito mais músicas do que tinha uma loja de discos 10 anos atrás. Ela continua vendendo mais dos mesmos. O conceito da cauda longa está furado, ao menos no potencial mercado da música digital. Termino este post com uma brilhante frase de Will Page:

“Agora nós vimos o que acontece quando 10 milhões de opções são jogadas no ar e caem no chão.”

(Leia o artigo completo sobre a pesquisa publicado no site The Register. Vi primeiramente aqui.)

thumbnail do site The Green ProjectQuem conhece a marca de whisky Passport Scotch levanta a mão aí. Agora só quem já bebeu continua com ela levantada.

Como um grande amante de cerveja, não tenho muita credibilidade quando o assunto é whisky, mas tenho amigos e conheço pessoas que não resistem a um malte escocês. Para eles, whisky tem o codinome de “Johnny”. Whisky chamava meu pai, os jovens de hoje chamam de “red”, “black”, “johnny”, whatever, menos whisky.

Onde eu quero chegar é: como colocar a sua marca na cabeça das pessoas que nem sequer chamam o produto pelo seu tipo e sim pela marca concorrente? O Passport Scotch teve uma idéia, criar o The Green Project. Seguindo a “onda social”, o site é um portal de interação com tudo que a moçada curte hoje em dia; blogs, videos, fotos, baladas, podcasts, comunidade e whisky (mas não Johnny!). Para atrair visitantes, foi criado um game baseado na febre Guitar Hero. Vale destacar que o jogo Guitar Hero — e similares como Rock Band — se tornou uma espécie de karaokê mais moderno. Amigos se reúnem para jogar, beber leite e se divertir. Aproveitando-se dessa febre, o The Green Project tem um jogo similar, em que você é o DJ. Se você não entra no site pra blogar, ver fotos, conversar ou programar o final de semana, entra pra jogar.

Como todo o conteúdo é colaborativo — feito pelos usuários — o custo para empresa é muito baixo, por isso é uma boa idéia. Claro que não é suficiente pra derrotar o gigante Golias, mas isso vai criando empatia com a marca e melhorando a sua lembrança. Na próxima vez que você estiver na balada, com certeza vai olhar para a garrafa verde com outros olhos.

Nome de marca descritivo (funcional)

Nome de marcas descritivos têm um único objetivo de dizer a todos, qual é o seu negócio.

Funciona quando: nomes de produtos e suas estratégias de marca são direcionadas para aumentar o valor do nome da marca mãe. Exemplos de empresas que seguem essa estratégia: BMW, Subway.

Não funciona quando: São nome de empresas. Nomes descritivos devem ser totalmente evitados em nomes de empresas. Ele funcionaria se, em algum momento, a marca pudesse existir sem um contexto. Se ela não sofresse interferência de nada mais. Acontece que isso é impossível Sempre haverá um pano de fundo.  Empresas irão aparecer em sites, artigos, fachadas, cartões de visitas, propaganda e, principalmente, na boca do povo. Em outras palavras, nomes de empresas descritivos estarão sempre “presos” ao seu nome, totalmente desnecessário. Veja as marcas que mais se destacam em seu segmento, nenhuma é descritiva: marcas de suco, companhias aéreas , de buscadores .

Nome de marca experiencial

Antes de tudo, marcas experenciais funcionam melhor em produtos inovadores, que estão criando uma categoria, consequentemente fraca para aqueles que entram num mercado tardiamente.

São semelhantes aos descritivos, mas com duas diferenças básicas: 1) Transmite uma experiência e não uma tarefa. Eles conectam o consumidor a algo real; 2) Funcionam mais em produtos (mas nada impede de ser usados em empresa).

Ambos são beneficiados pelo aumento do brand equity que um nome experiencial pode trazer. Ex: Safari, Explorer, MinuteMaid, TGI Fridays, Gol (carro), Close-Up.

Prós: Faz sentido pro consumidor; O consumidor relaciona suas experiências com o produto ou empresa; São fáceis de aprovar;

Contras: Tendem a ser nomes “batidos”,  o que torna difícil de registrar e facilmente percebido como “comuns”; São pouco efetivos a longo prazo (Explorer e Safari são browsers, mas também são nomes de carros);  Difícil de criar um posicionamento de marca único.

Nome de marca evocativo

Evoca o posicionamento da empresa/produto, ao invés de descrever sua função ou uma experiência. Ex: Yahoo!, Virgin, Apple.

Prós: É um tipo raro, o que o torna bastante diferente; fácil do público se identificar e aderir; Ajuda a criar uma imagem de que a marca é muito mais do que os produtos/serviços que oferecidos por ela; Não é difícil de patentear; Quando em sincronia com o posicionamento, cria uma força de marca que pode dominar a indústria.

Contra: Quando está fora de sincronia com o posicionamento, é uma grande bobagem; É o nome mais difícil de ser aprovado, pois sua dose de abstração o torna difícil de ser compreendido pelas pessoas fora do departamento de marketing.

Nome de marca inventado

Há basicamente dois tipos deles.

1. Nomes com raízes no grego e latim. Ex: Acquient, Alliant, Magno.

Prós: São fáceis de registrar, uma vez que são únicos. Diminuindo, assim, as chances de um conflito com outra marca; fácil de registrar um domínio sem qualquer modificador como traços ou abreviações; eles não possuem conotações negativas; são percebidos como sérios; tendem a ser fáceis de aprovar em companhias globais, já que são perfeitamente aceitos em qualquer parte do mundo.

Contras: Uma vez que eles são únicos (e não fazem parte do cotidiano das pessoas), São necessários esforços gigantescos e grande investimento em publicidade para fazer as pessoas lembrarem dele; Embora não possua conotação negativa, são nomes frios e livres de qualquer emoção; Não possuem nenhum potencial de marketing.

2.Poeticamente criado (baseado no ritmo e no quão legal é em pronunciar). Ex: Squidoo, Google, Kleenex.

Prós: Fáceis de registrar patente e domínio; Por tabela, o público-alvo gosta de pronunciar esses nomes, o que ajuda a propagar e saturar o nome da marca; Fácil de agregar emoção; É altamente gravável e Rico em potencial de marketing.

Contras: Mais difícil de ser aprovado; Além de ser “legal de dizer”, “memorável”, “viral” e “emotivo”, deve ser consistente e ter um sentido.

Fonte: Igor – naming and branding agency

Propaganda que diverte #3

5 de dezembro de 2008 • TEMAS: Propaganda / /

“Ele faz a diferença. Pinea implante capilar”

Pepsi

Postos Ipiranga

Encha seu tanque e ganhe locações do filme do James Bond na Blockbuster

“Apenas para adultos”

Adults Only

“O que torna nosso leite delicioso é a vida sem estresse que nós proporcionamos às nossas vacas.”

“Chicletão”

Por J.D. (CEO e criador do blog Get Rich Slowly)

1. Atualize-se.
É fácil se acomodar diante de tanta dor de cabeça em casa e no trabalho. Nós negligenciamos ao esquecer de investir em nós mesmos. Na época de vacas gordas, você pode abrir mão disso. Mas quando a crise chega, você precisa ser melhor que a média, ou vai ser levado pela maré, junto com todos os profissionais medianos.

2. Reduza suas despesas domésticas.
Muitas pessoas ganham mais do que o mercado irá suportar. Os preços estão caindo e os salários têm que se ajustar as condições de mercado. Nós vivemos num tempo diferente dos nossos pais. Eu particularmente penso que todo mundo deveria se preparar pra ficar desempregado a cada 5 anos, por um período de 3 a 6 meses.

3. Crie um blog que contenha pelo menos 50% de conteúdo profissional.
Se você ainda não tem um blog, pare de ler este e vá criar o seu. É essencial! Seu blog é a síntese do seu modo de viver. Ele mostra como você pensa. Ele mostra como você escreve. Ele mostra o quanto você vale. Embora seja legal blogar sobre questões pessoais, dedique metade dos seus posts ao conteúdo profissional. O que há de tão especial em você? Seja o nosso mentor. Nós empregadores adoramos contratar mentores – eles aumentam a perfomance de todo  a equipe.

4. Aumente sua rede de relacionamentos física.
Construir um network exige tempo, esforço e sinceridade. Comece almoçando com alguém ou promova uma festinha. Trace metas para você.

5. Pense em aderir redes de relacionamentos virtuais.
Nos Estados Unidos, o LinkedIn é uma ferramenta vital para a sua profissão. Empresas já dão uma olhada nos seu perfil há algum tempo. O Facebook também atingiu uma importância muito grande na vida profissional. No Brasil, Orkut não é nada para os empregadores. O Via6 é o que mais se aproxima disso, mas é uma pena que tão poucas pessoas aderiram.

6.  Comece a se exercitar.
Todos nós sabemos que discriminação é algo ilegal por várias razões e não-ética por outras. Mas se você assistiu 60 minutes, verá que essa não é assim que as pessoas se comportam. Num processo de seleção , com pessoas de qualificação semelhante, os mais atraentes e em forma geralmente conseguem o emprego. Por que isso?  Todos são capazes de realizar o trabalho. Se você demonstra ser cheio de energia, isso pode te garantir o emprego.

7. Aprenda usar redes sociais de forma eficaz.
Aprenda a usar Twitter e Facebook. Você não precisa ser realmente um usuário fervoroso, mas participe de discussões online e comente em blogs da sua área de trabalho. Sempre deixe o link para o seu blog. Empregadores em potencial irão Googlar você. Mostre que você é durão e tem algo a dizer. Não subestime dizendo “isso é apenas o Twitter, posso falar qualquer coisa”.

8. Faça trabalhos extracurriculares que possam demonstrar suas habilidades.
O que é melhor do que deixar claro para a sua empresa que você é bom? Mostre pra eles! Eu conheci um cara, este ano, que era chefe de programação na Microsoft. Ele queria trocar de área para uma totalmente nova, marketing. O problema é que ele não tinha nada que demonstrasse que ele era capaz de fazer o trabalho. Então, ele comprou um domínio e criou um site dedicado ao turismo no Caribe. Não demorou para o site receber um monte de visitas e ficar no topo das buscas do Google. Essa foi uma ótima maneira de demonstrar que ele era qualificado.

9. Em primeiro lugar, tente não ser demitido.
Último mas não o menos importante, não seja demitido. Aumente seu desempenho realizando feitos importantes. Chegue mais cedo. Fique até mais tarde. Seja visível!Comece a enviar relatórios semanais  sobre suas realizações. Mostre-se um líder.

Vincent  FerrariMuitos de vocês já devem ter ouvido falar de Vincent Ferrari, ou pelo menos, devem ter ouvido ele falar — ao telefone — com um atendente do provedor AOL, numa conversa gravada que rodou os Estados Unidos inteiro em programas de TV, internet e emissoras rádios. Vincent ficou famoso (apareceu na NBC, CNN, FOX, NY Times) por gravar sua tentativa de cancelamento de um serviço. Algo que acontece todos os dias com a gente, mas Vincent é um cara chato, colocou na internet os quase 4 minutos de conversa com o funcionário da AOL, num total de 21 minutos de ligação. (Se você ainda não ouviu, clique aqui, em inglês. E ler em português clicando aqui.) O funcionário, claro, foi demitido pela empresa assim que o caso se alastrou. Pobre funcionário que paga o preço do mal treinamento que recebeu.

Abaixo, está uma entrevista de um cliente insatisfeito que poderia ser eu ou você.

Quantos dias após a ligação para AOL, sua experiência foi transformada em uma notícia nacional?
Vicent Ferrari: Levei cerca de uma semana para subir o post acompanhado da gravação, e rapidamente ele entrou num processo viral da net. No final de semana, o caso já era tema de uma matéria no The New York Times, e a partir daí foi uma loucura. Até então eu não tinha idéia da repercussão.

Qual era sua motivação quando decidiu publicar a gravação na web? Acha que os consumidores têm noção de seu poder?
Vicent Ferrari: Na realidade, eu postei por gaiatice. Achei que outros iriam achar aquela experiência engraçada. Talvez não achasse que tivesse tanto poder. Hoje vejo que nós consumidores não temos noção de nosso poder. E vejo também que não precisamos nos “conformar” com  um serviço ruim só porque as empresas têm mais dinheiro que nós.

Seu nome virou sinônimo de “consumidor que não atura um serviço ruim”. O que pensa disso?
Vicent Ferrari: Por um lado chega a ser engraçado. Tenho amigos que frente a algum problema com uma empresa citam que me conhecem e que se não tiverem seu problema resolvido agirão da mesma forma que eu, publicando tudo na web. Estranhamente, parece funcionar em todos os casos. Não me considero uma celebridade, mas estaria mentindo se dissesse que não estou “curtindo” o fato do meu nome ser tão reconhecido.

Normalmente você é um “consumidor bravo”? O que faz você elogiar uma empresa?
Vicent Ferrari: Não sou briguento, na maioria dos casos. Sou do tipo que dá boas gorjetas e aquele que aceita calado um mau serviço mas que depois nunca mais volta.  O caso com a AOL foi uma total exceção em relação a como reajo a péssimos serviços.

Trabalhar numa agência de propaganda é como trabalhar nas esquinas das grandes avenidas.

1. O publicitário trabalha à noite e nunca tem hora pra sair. A prostituta também.
2. Ele é pago pra fazer o cliente feliz. Ela também
3. O cliente gasta uma grana, mas seu empregador fica com quase tudo. No caso dela, também.
4. O publicitário é recompensado quando realiza os sonhos dos clientes. Ela também.
5. Os amigos do publicitário começam a se afastar quando ele passa a ir pro bar com outros publicitários. Os amigos dela também.
6. Quando o publicitário tem uma reunião com um cliente, ele tem que engolir tudo ou quase. Já ela…bom… talvez cobre a mais por isso.
7. Quando o publicitário chega em casa parece que ele está voltando do inferno. Ela também.
8. O cliente sempre quer pagar menos, mas espera coisas incríveis do publicitário. No caso dela, também.
9. Quando as pessoas perguntam sua profissão, o publicitário sempre tem uma certa dificuldade em responder. Ela também.
10. Todo dia que o publicitário acorda, ele diz: “Eu não vou passar o resto da minha vida nisso”A prostituta também!

Se você é publicitário (e não adianta negar), você é um profissional prostituído. Mas saiba que você não está sozinho nessa. Entre logo para a associação. E proteste contra a prostituição do mercado.

O açúcar saudável

2 de dezembro de 2008 • TEMAS: Propaganda / /

Chega de peso na consciência por comer nega maluca, brownies, brigadeiros, bolos e sorvetes. Esqueça a confusão de produtos light, diet e zero. Esqueça também o diabetes, é coisa do passado. Só não esqueça do açúcar Claro na lista do supermercado, pois ele é o único açúcar saudável que se teve notícia nos últimos cinco séculos.

Imagine o poder de venda de um produto desses se ele fosse realmente verdade. Bom, o produto é de verdade (extraído encarte de supermercado), o que ele diz é que não é. Cuidado com produtos do tipo Pinocchio como esse, eles estão à solta pelas gôndolas.

A oportunidade da sua vida

1 de dezembro de 2008 • TEMAS: Carreira / /

Esta é a chance de passar seis meses ao lado de um dos maiores gurus de marketing da atualidade. Seth Godin.

Godin está organizando um projeto que promete trazer muito mais conhecimento para sua carreira do que a maioria dos MBAs. Preste atenção, eu disse “conhecimento”, não necessariamente resultado. Eu ficaria bastante indeciso se tivesse que escolher entre um diploma da Wharton School ou uma recomendação de Godin. Ao final da experiência (não sei se pode ser chamado de curso), você ganha um certificado e uma recomendação escrita por um dos caras que mais vende livros — de marketing — do mundo.

A experiência chamada MBA-Like (tradução informal: “tipo-MBA”) começa dia 19/01 e as inscrições vão até 14/12. O cronograma é mais ou menos assim:

  • Uma hora de discussão/debate
  • Quatro horas trabalhando nos projetos de Godin
  • Três horas trabalhando em seus próprios projetos
  • Cinco horas por dia vivendo, tomando notas, praticando e se relacionando

Eu confesso que daria tudo para passar um final de semana sequer com Seth Godin, esse cara é um visionário… mas infelizmente para mim é inviável. Espero que pra você não, veja só o que você precisa:

  • Primeiro de tudo, é preciso estar próximo ao escritório dele, em Nova Iorque
  • Você precisa ter inglês perfeito
  • Não pode fumar
  • Tem que ser inteligente e gente boa
  • Responder 9 questões. Entre elas: “o que você sabe?”, “o que você irá fazer com que aprendeu?” e “conte-me uma história real sobre mudar o mundo”

O que Godin procura?

  • Não importa sua idade ou profissão. Godin está interessado no que você fez, e mais importante, em como você fez
  • Pessoas brilhantes e carismáticas
  • Alguém cheio de paixão, empatia, pense rápido e aja mais rápido ainda
  • Que queira fazer algo que realmente valha à pena.
  • Godin não se preocupa se você (ainda) não sabe fazer uma planilha. Mas se você não faz questão de aprender o que não sabe, será um grande problema.

Se você quer tentar, vá em frente meu amigo. Leia todas as informações aqui e vá fundo. Mas como Godin disse, isso não é pra qualquer um. Se fosse, não valeria tanto.