Design não é publicidade e publicidade não é marketing
Em algum momento o mercado se tornou uma grande Torre de Babel. Onde cada um tem seu próprio dialeto e entende como pode. Pensando bem, acho que está mais para uma grande Sodoma & Gomorra, onde ninguém é de ninguém. Agências de publicidade criando sites, empresas de design criando anúncios, birôs criando logomarcas. Todos achando legal essa brincadeira de mexe no meu que eu mexo no seu.
Isso acontece em todo lugar, é verdade, mas geralmente com empresas menores e gestores sem visão, que se contentam com apenas uma mordida de cada segmento e não pensam em ter um só pra si. Algumas pessoas podem confudir essa situação como uma tendência que temos visto nos últimos anos, a chamada comunicação integrada ou comunicação total. Nesse caso, profissionais de várias áreas trabalham juntos pra criar uma comunicação consistente e, assim, construir uma verdadeira identidade de marca. Não tem diretor de arte fazendo animação em flash, redator criando apresentações, designers desenvolvendo campanhas.
Muitas agências são verdadeiras babás de marmanjo cliente. E a culpa não é do cliente, é da agência que não impõe limites e faz tudo por amor. Eu vejo empresas de médio porte — com filiais em várias cidades — sem departamento de marketing ou (não sei o que é pior) com uma única pessoa na função. A propósito, é assim que muitos vêem marketing, como uma mera função. Quando uma empresa com 100, 200 funcionários não possui departamento de marketing, ela faz da agência um. E o que antes era papel da empresa, agora é tarefa da agência, que muitas vezes não ganha nada com isso, mas pelo menos não perde a conta. Como se isso justificasse
O fim dos tempos chegou e o destino de empresas e agências assim, não parece ser dos mais agradáveis. Ainda há tempo de você salvar a sua carreira, a sua agência e a sua empresa. Você só precisa enxergar que está cometendo um dos maiores pecados da comunicação: ausência de foco.
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“E o que antes era papel da empresa, agora é tarefa da agência, que muitas vezes não ganha nada com isso, mas pelo menos não perde a conta.” Na verdade em muitos casos a agência ganha: mais trabalho, funcionários aborrecidos que (as vezes) não ganham hora extra e uma tentativa de se igualar a uma outra agência especializada no assunto. Por isso que sempre acreditei na especialização (mesmo que multidisplicinar), de olho nas tendências, como diz o próprio Al Ries. Aliás, este livro é bom? Já leu? Recomendas?
Comprei, o Reimagine do Tom Peters, pra ver se realmente o que ele fala, é chover no molhado. abs
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Na verdade a grande maioria das pessoas não entende a diferença e acaba passando pra pessoa “errada” um trabalho que não era dela.
Ser especialista em uma área e conhecer as outras ajuda no serviço agora atuar em todas pode ter consequencias: trabalho mal feito ou tirar a oportunidade de outra pessoa(as).
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