Cuidado com a cauda longa!
Você é um seguidor de Chris Anderson e seu conceito da cauda longa? Então este post é para você.
Semana passada, três pesquisadores demonstraram na conferência Telco 2.0 a inaplicabilidade da cauda longa no mercado da música digital. Ué, se não se aplica a um mercado onde todo o estoque está dentro de díscos rígidos, onde se aplica? Boa pergunta… mas o coordenador da pesquisa, Will Page, assegura que há mercados em que a cauda longa pode funcionar, mas não é o caso da música digital. Seu colega de pesquisa, Andrew Bud, comentou que “a cauda longa criou um movimento, e é esse movimento que está em perigo”.
Agora vamos a alguns dados. A pesquisa que trabalhou com o estratosférico número de 10 milhões de transações de uma grande loja (virtual) de música, e resultou em uma planilha de Excel com 1 milhão e meio de linhas. Page constatou que 80% do acervo da loja não vendeu nenhuma cópia e o mais interessante: “apenas” 52.000 músicas foram responsáveis por 80% das vendas. Page e sua equipe não satisfeitos, calcularam a quantidade de CDs que uma grande loja possui em seu estoque. Cerca de 4000. Ou seja, aproximadamente 52.000 músicas.
Resumindo, uma boa loja virtual não precisa ter muito mais músicas do que tinha uma loja de discos 10 anos atrás. Ela continua vendendo mais dos mesmos. O conceito da cauda longa está furado, ao menos no potencial mercado da música digital. Termino este post com uma brilhante frase de Will Page:
“Agora nós vimos o que acontece quando 10 milhões de opções são jogadas no ar e caem no chão.”
(Leia o artigo completo sobre a pesquisa publicado no site The Register. Vi primeiramente aqui.)
TEMAS: Negócios, Notícias & Variedades, cauda longa, Pesquisas, Vendas
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