Arquivo de dezembro de 2008

Boas festas!

24 de dezembro de 2008 • TEMAS: Notícias & Variedades

Foto do papai noel na frente do espelho

Depois de muitos anúncios, cartões e mensagens de natal que dizem sempre a mesma coisa, chegou a vez de desejar um FELIZ NATAL aos queridos leitores deste blog. Que o bom velhinho traga um 2009 de sucesso para todos nós. O blog volta dia 2 de janeiro.

Abraços

Qual é o segmento de atuação do anunciante acima? Se acertar, você leva para casa uma sensacional bola de cristal modelo 2009/2010

Uma vez eu li um artigo questionando se um anúncio deveria ser criado de forma tão única que só de olhar, já daria pra saber quem era o anunciante. Todos nós sabemos que isso é muito muito difícil. Na grande maioria dos casos, uma idéia que serve para o cliente, serve para o concorrente. Mas não é o caso do anúncio acima.

Você não irá acertar o anunciante deste anúncio porque ele utiliza uma “idéia” muito abrangente, que pode ser usada por várias outras marcas de segmentos variados. Este anúncio é ruim porque seus elementos não criam nenhuma associação relevante para o negócio do cliente.

Imagens e textos devem trabalhar em sincronia com a imagem da marca. Há um contexto muito maior a ser levado em conta na hora de criar uma peça. Qual a história do cliente? Como ele é e quer ser visto? Meu produto/serviço precisa transmitir seriedade e confiança ou pode ser mais jovial e brincalhão?  Muito cuidado pra não forçar a barra e se parecer como qualquer outro anúncio.

Clique na imagem para descobrir o anunciante e deixe um comentário dizendo o que achou.

NOTA: O objetivo desta seção é a crítica construtiva. Salientar deslizes e falhas a fim de tornar propaganda cada vez melhor. Tal conteúdo é baseado na opinião pessoal do autor e devem ser vistas como conselhos, não verdades absolutas.

Viral sem marketing

22 de dezembro de 2008 • TEMAS: Marketing / /

Buzz e viral são duas coisas que não saem da boca de marqueteiros e publicitários. Acrescente as mídias sociais e você terá a fórmula mágica para o sucesso instantâneo do seu produto (ou serviço). Como bom crítico que sou, tenho minhas ponderações quanto a eficiência dos virais como ferramenta de marketing. Corroborando com a minha opinião, Seth Godin escreveu sobre e separou o joio do trigo ao explicar o que é marketing,  o que é viral e quando os dois se unem para se tornar marketing viral. Eis a interessante definição:

“Marketing viral é uma idéia que se espalha — e enquanto ela está se espalhando, está ajudando a vender um negócio ou uma causa.”

Godin separa o marketing viral em dois tipos:

O primeiro nem parece com o viral que conhecemos e é na verdade uma espécie de buzz marketing, onde produto se auto-propaga num ciclo um tanto óbvio. Quanto mais é utilizado mais é visto, quanto mais visto mais é utilizado. É o tipo de produto/serviço que estimula as pessoas a usarem cada vez mais. Ex: YouTube.

O segundo é o viral como conhecemos, ele se espalha simplesmente porque as pessoas querem espalhá-lo. Mas neste caso, não é o produto em sei que se espalha, é alguma outra coisa. Ex: peças da campanha de Barack Obama.

Godin é geralmente um cara amigável com as palavras, mas desta vez foi um chato. Agora fico mais tranquilo ao respaldar minhas críticas nas dele e não dar uma de chato sozinho.

Virais geralmente são chatos e também perigosos. Se os consumidores perceberem a falta de autenticidade naquilo que está se espalhando, game over. Se o produto não tiver um algo a mais, game over e sem direito a continue. Você não vai sair espalhando algo que é ruim ou apenas “normal”, vai? As pessoas querem algo interessante pra comentar: um computador que você não precise de mouse, um celular sem teclas ou uma loja diferente da que você está acostumado. Milhões de pessoas querem ajudar  a vender o seu produto, mas não pense que elas farão isso sem ganhar nada. Como em qualquer comercial, eles querem um benefício. Qual a vantagem em espalhar a sua idéia pros meus amigos? O que eu ganho? Só porque é divertido?

Idéias divertidas, idiotas, bobas, engraçadas e afins não necessariamente ajudam vender. O YouTube está cheio de virais assim, mas quanto desses podem ser considerados realmente ações de marketing? Para Godin, a única maneira de você fazer seu produto espalhar é criar o seu produto para ser espalhado. Quando Steve Jobs idealizou o iPhone ele sabia do seu potencial, sabia que ia dar o que falar. Tinha como  não dar?

“Ser viral não é a parte difícil. Difícil é fazer o viral gerar algum valor e não apenas entretenimento para você e seu chefe”, disse o mestre Seth Godin.

Sodoma e Gomorra destruindo-seEm algum momento o mercado se tornou uma grande Torre de Babel. Onde cada um tem seu próprio dialeto e entende como pode. Pensando bem, acho que está mais para uma grande Sodoma & Gomorra, onde ninguém é de ninguém. Agências de publicidade criando sites,  empresas de design criando anúncios, birôs criando logomarcas. Todos achando legal essa brincadeira de mexe no meu que eu mexo no seu.

Isso acontece em todo lugar, é verdade, mas geralmente com empresas menores e gestores sem visão, que se contentam com apenas uma mordida de cada segmento e não pensam em ter um só pra si. Algumas pessoas podem confudir essa situação como uma tendência que temos visto nos últimos anos, a chamada comunicação integrada ou comunicação total. Nesse caso, profissionais de várias áreas trabalham juntos pra criar uma comunicação consistente e, assim, construir uma verdadeira identidade de marca. Não tem diretor de arte fazendo animação em flash, redator criando apresentações, designers desenvolvendo campanhas.

Muitas agências são verdadeiras babás de marmanjo cliente. E a culpa não é do cliente, é da agência que não impõe limites e faz tudo por amor. Eu vejo empresas de médio porte — com filiais em várias cidades — sem departamento de marketing ou (não sei o que é pior) com uma única pessoa na função. A propósito, é assim que muitos vêem marketing, como uma mera função. Quando uma empresa com 100, 200 funcionários não possui departamento de marketing, ela faz da agência um. E o que antes era papel da empresa, agora é tarefa da agência, que muitas vezes não ganha nada com isso, mas pelo menos não perde a conta. Como se isso justificasse

O fim dos tempos chegou e o destino de empresas e agências assim, não parece ser dos mais agradáveis. Ainda há tempo de você salvar a sua carreira, a sua agência e a sua empresa. Você só precisa enxergar que está cometendo um dos maiores pecados da comunicação: ausência de foco.

Pensando como líder

18 de dezembro de 2008 • TEMAS: Carreira / Negócios / /

Tim Manners divulgou em seu site uma interessante pesquisa sobre a importância de se pensar como líder. Se você é publicitário e acha que escapou dessa, está enganado meu amigo, a pesquisa demonstra que as agências de publicidade têm papel fundamental nesse assunto antes tão restrito a gestores e executivos.

A expressão em inglês “thought-leader” — que aqui eu vou chamar de líder pensador pra facilitar — é designado àquelas pessoas visionárias, que pensam longe, e são reconhecidas por trazer idéias novas e promovê-las com entusiasmo e confiança.

Na última década, muito tem se pregado sobre liderança (82% disseram ter aumentado a pressão por liderança nos últimos 5-10 anos), mas esta pesquisa coloca em dados o que tantos abordam somente com palavras. Na penúltima edição da revista The Hub — na qual Tim é editor-chefe — , um executivo da Kimberly-Clark comentou: “nós estamos desafiando nossas agências a nos desafiar, se manter atuais e não apenas executores, mas também a exercer o papel de líder conosco”.

Até algum tempo atrás eu pensava que liderança fosse uma característica inata, se você é líder é lider desde criancinha, se você não é, não adianta tentar. Hoje, eu vejo mais como uma habilidade a ser desenvolvida. Quando criança, eu passava boa parte do tempo calado e com vergonha na presença de estranhos. Eu mudei, e hoje falo numa mesa lotada ou numa apresentação com a mesma empolgação que converso com amigos. Como disse Thoreau, “as coisas não mudam, nós mudamos”. Nem todo mundo é líder hoje, mas todos podem se tornar um.

Entre os pesquisados, apenas 45,6% dos pesquisados se consideram líderes, o restante não se considera ou se considera às vezes. Mas assim como não existe meio-tímido, não existe meio-líder. Ou seja, mais da metade dos pesquisados não se consideram líder numa época onde a demanda por líderes é enorme. Tenho uma leve impressão que isso é a oportunidade que todos esperam! O que você está esperando?

Mas o que faz uma pessoa se destacar como líder? Difícil dizer, mas arrisco dizer que começa com ambição pessoal e definição dos objetivos de vida. Como pode haver liderança quando não se sabe aonde quer chegar? Deixando essa complexa questão humana de lado, há uma série de medidas que as empresas podem tomar para estimular a liderança dos seus funcionários. Porém, as mais efetivas não envolvem dinheiro. Somente 1/4 dos entrevistados disseram que aumentos e benefícios estimulam o espírito de líderança dentro da empresa em que trabalham. A grande maioria disse que “reconhecimento pessoal” e a “cultura organizacional” são, de longe, os incentivos mais eficientes.

Quando perguntados sobre a importância do pensamento de líder para retenção de clientes nas agências de publicidade, apenas 3% respondeu “nenhuma”. E eu achando que como publicitário não tinha como ser líder…

O gráfico acima mostra uma das coisas mais interessantes da pesquisa: liderança é importante em praticamente tudo. Se existe algum desafio, por menor que seja, então um líder faz a diferença. Seja para gerar crescimento, construir identidade de marca, manter o bom retorno dos investimentos, fidelizar clientes e, acima de tudo e de todos, INOVAR. Inovação é uma linda palavra que muitas empresas adoram usar, mas poucas tem profissionais com colhões para correr o risco que a inovação demanda.

Ter líderes pensadores é fundamental para desempenhar isso. A questão é que nos dias de hoje, as empresas precisam disso tudo para sobreviver. Essa é a prova de que sem atitude de líder, empresas e profissionais estão fadados ao fracasso, ou na melhor das hipóteses, a cair na profunda vala da mediocridade. E eu temo imensamente ambos.

Veja a pesquisa completa aqui.

Uma pesquisa feita pelo site Cashback elegeu o iPod, tocador de mídia da Apple, como o melhor presente das listas de Natal. O site consultou 5.000 pessoas e o iPod ganhou o primeiro lugar, deixando para trás itens como chocolates Ferrero Rocher e brinco de diamantes.

O porta-voz da Cashback disse que o resultado provém da popularidade do equipamento. “O iPod realmente tem apelo como presente ideal para qualquer pessoa, de qualquer idade”, afirmou ao site TechRadar. “A pesquisa prova que as pessoas não se contentam com presentes básicos, como chocolates ou meias.”

Confira abaixo, por ordem de eleição, os dez presentes preferidos pelos internautas:

  • iPod, da Apple
  • Brinco de diamantes
  • Nintendo Wii
  • Colar da joalheria Tiffany
  • Chocolates Ferrero Rocher
  • Uma bicicleta
  • Cubo Mágico
  • Agenda pessoal
  • Garrafa de champanhe Moët & Chandon
  • Boneca Barbie

Fonte: Folha Online

O valor da chatice

15 de dezembro de 2008 • TEMAS: Comportamento / Filosofando

Se fosse pedido aos meus amigos que me definissem em uma só palavra, eu estou quase certo que seria “chato”, em seguida viria “crítico”, “excêntrico”, “inteligente” (sem pretensão), etc. Eu estou aqui para falar um pouco de como tirar proveito dos chatos e aprender com eles.

Para muitas pessoas, chatos são aqueles que não se conformam facilmente, os que reclamam muito. Em geral, os chatos (e as chatas) que eu conheço são pessoas muito mais interessantes de se relacionar, muito mais enriquecedoras. Todo mundo sabe que se aprende muito mais com as adversidades, isso significa discussões, debates e idéias não aprovadas (desde que com explicações consistentes). O chato estimula a diversidade, não têm medo de ser o único na mesa a discordar, de se expor e de levantar questionamentos antes nunca pensados.

Como tudo na vida, existe os dois lados da moeda.  Tem uns que são verdadeiros pés no saco mesmo, mas para eles, a sabedoria popular tratou de criar um nome especial: “mala” ou no inglês da garotada“pain in the ass”.  Esse é o tipo de chato que você não vai querer ter por perto. O bom chato tem duas características que fazem dele uma pessoa valiosa em qualquer ambiente onde inovação é indispensável:

1) O bom chato tem argumentos pra tudo. Sua ambição e seu alto senso-crítico faz com que ele procure saber um pouco de tudo. Nada é “porque sim”, “porque eu quero” ou “porque eu acho que assim é melhor”. Não tente discutir com um bom chato a menos que você também seja um ou seja expert no assunto. Chatos defendem e refutam idéias o tempo todo, mas SEMPRE com argumentos pertinentes.

2) Argumentos sólidos não são suficientes quando não se sabe quando parar. O bom chato sabe quando desistir. Se a discussão está se prolongando e não vai dar a lugar nenhum, ele não gasta energia à toa. Como dizia Churchill: “Fanático é o sujeito que não muda de idéia e não consegue mudar de assunto”. E Churchill foi um sujeito extremamente chato.

Saiba reconhecer o valor de um bom chato e tenha algum na sua empresa, no seu grupo da universidade ou você verá o quanto é monótona a vida sem eles.

Natal chegando, hora de ganhar presentes e, infelizmente, dar presentes. É amigo oculto da empresa, da família, dos amigos, da academia, do Clube de Criação, do Clube de Poker e por aí vai. Se você é um pouco mais velho, vai se sentir realmente perdido quando aquele seu sobrinho pedir um super hi-tech mp9 de presente de natal. Este dicionário prático é o guia definitivo dos tocadores (pelo menos até sair o 11, 12, 13…)

Uma das coisas que mais me tiram do sério são os produtos feitos para enganar o consumidor. De um vez por todas, entenda que MP3 e MP4 são formatos de áudio e video, logo, seus players tocam esses arquivos. Como .MP5 e.MP6 não são formatos de arquivos, não tem como existir tocadores. Isso é coisa de paraguaio malandro (pra não falar que é de brasileiro) querendo ganhar dinheiro fácil. Como os próprios revendedores reconhecem, “os nomes têm apenas o intuito de passar uma evolução”, em outros países eles são conhecidos como PMP (Portable Media Player). Agora vamos entender o que cada um significa.

MP3 player

O que realmente é? Um mp3 player.

Habilidades: Toca arquivos de áudio e alguns dá pra ouvir rádio.

Marcas conhecidas que comercializam: Sony, Apple, Philips, Creative.

MP4 player

O que realmente é? Um mp3 player que toca videos e tem tela colorida.

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo (mp4) e jogos em java.

Marcas conhecidas que comecializam: Sony, Apple, Microsoft, Philips, Leadership, Extralife, Multilaser.

MP5 player

O que realmente é? Uma bugiganga chinesa

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos em java, tira fotos ruins e filma pior ainda.

Marcas conhecidas que comercializam: Nenhuma.

MP6 player

O que realmente é? Um celular.

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos, tira fotos, filma, tem agenda de telefones, e dizem que também faz e recebe chamadas.

Marcas conhecidas que comercializam: Todas as principais fabricantes de celulares, mas nenhuma ousa em chamar de mp6.

MP7 player

O que realmente é? Um celular com TV

Habilidades: Toca arquivos de áudio, vídeo, jogos, tira fotos, filma, faz e recebe chamadas, sintoniza TV.

Marcas conhecidas que comercializam: Sei lá!

MP9 player

O que realmente é? Um mp7 player.

Habilidades: Todas do mp7, com touch screen.

Marcas conhecidas que comercializam: Nenhuma arriscou até agora.