Empresas sujas de sangue
Hoje, uma notícia foi pauta em todos os principais jornais do país: o assassinato de um jovem em uma loja das Casas Bahia. O assassino foi um segurança terceirizado. E no meio de tanta revolta como cidadão brasileiro, meu instinto profissional desponta com a pergunta: como fica a imagem da marca Casas Bahia?
Vivemos em um país onde a população “aprendeu” a conviver com os crimes muito próximos de nós. E, talvez por isso, a imagem da Casas Bahia seja muito pouco afetada com esse revoltante fato.
Já vimos casos semelhantes em bancos, em boates, mas nunca havia conhecido um caso de um cliente assassinado dentro da loja por um funcionário. Vamos ser francos, não importa para o cliente se é terceirizado ou o carteiro fazendo uma entrega, tudo que importa é: uma pessoa morreu numa loja sua. Qual atitude a Casas Bahia deve tomar diante desse ocorrido?… eu diria: voltar no tempo.
Onde esteve o comprometimento da empresa em preservar a sua marca na escolha de prestadores de serviço? Todo mundo sabe que terceirizados não são engajados, que eles podem comprometer a sua marca, mas…por outro lado, eles são mais em conta, né? Cadê a “eficiência” e “qualidade” que a empresa de segurança, com 20 anos de mercado, defende? Não há psicólogos envolvidos no processo de contratação dos seus funcionários? No meio de tantos questionamentos, encerro perguntando: qual o preço que uma empresa merece pagar para limpar suas mãos de sangue?
Desculpem o clima pesado deste artigo, no próximo eu volto alegre e feliz.






