Arquivo de novembro de 2008

10. Costco
Semelhante ao Makro — aqui no Brasil. A Costco é a maior empresa desse segmento baseada em volume de vendas, nos Estados Unidos. É também a quarta maior empresa de varejo.

9.Kmart
Com 1.416 lojas, incluindo Porto Rico e Ilhas Virgens. Suas lojas possuem, em média, 92.000m² e os SuperCenters chegam a 160.000m². A Kmart ficou conhecida pela sua “Blue Light Specials”, em que a promoção relâmpago de alguma seção era indicada por uma luz azul, como as dos carros da policia.

8.Target
Fundada em 1902, com o nome de Dayton Dry Goods, apenas em 2000, a empresa passou a se chamar Target, a 5ª maior empresa do varejo norte-americano em faturamento.

7.Kroger
Apesar de desconhecida aqui no Brasil, a Kroger é uma rede de supermercados que fechou o ano fiscal de 2008, com faturamento de 70 bilhões de dólares. O Kroger é equivalente ao Pão de Açucar e é o segundo maior supermercado dos Estados Unidos.

6.Lowe’s
Acredito que não  haja uma equivalente tão grande aqui no Brasil. Vendendo materiais de construção e tudo para construção e reforma de casas, as 1.555 lojas Lowe’s recebem mais de 14 milhões de clientes por semana e só fica atrás da The Home Depot, a maior empresa do segmento no mundo.

5.Best Buy
Equivalente a uma Ponto Frio. Best Buy é a maior loja de eletrônicos das Américas e detém 21% do mercado norte-americano e canadense. São 1.150 lojas em 5 países e a empresa planeja chegar às 1.800 lojas no mundo nos próximos anos.

4.Coca-Cola
Ah, eu nem gosto de Coca….

3. 7-Eleven
Eis a interessante estória de uma loja de conveniência.
Seu fundador era funcionário de uma indústria de gelo que resolveu vender leite, ovos e pão em uma banca improvisada em frente à pequena fábrica de gelo, mesmo com concorrentes pesados por perto. No entanto, ele percebeu que vender “itens de conveniência” como pão e leite fazia sucesso devido à alta conservação proporcionada pelo gelo. As pessoas não mais precisavam andar muito para comprar coisas básicas. Seu fundador acabou comprando a fábrica de gelo e a transformou na companhia que viria abrir várias lojas de conveniência em Dallas e milhares de outras em todo os Estados Unidos.

2. Microsoft
A empresa mais nova da lista é a nossa 2ª colocada. A Microsoft hoje atua em diversos segmentos além dos softwares, games e acessórios pra computador. No topo da lista dos seus produtos estão: pacote Office, Windows, XBOX 360, Zune e MSN.

1.Walmart
A colossal rede de varejo norte-americana é a mais rentável corporação pública do mundo e a empresa privada que mais emprega no mundo. Estima-se que o Walmart comercialize 20% de todos os bens de consumo norte-americanos. O Walmart é dona das marcas Walmex (México), ASDA (Reino Unido), Seiyu (Japão), BIG e Hiper Bompreço (Brasil). Também atua em países como Argentina, China, Canadá e Porto Rico.  Entretanto, o Walmart nunca conseguiu se estabelecer com sucesso na Alemanha e Coréia do Sul.

Fonte: Listverse

Market-share record no Brasil

27 de novembro de 2008 • TEMAS: Notícias / /

A aviação brasileira precisa urgentemente de concorrência: A TAM registra recorde de market share no segmento dos vôos internacionais operados pelas companhias aéreas brasileiras em outubro, com a marca de 83,8%.

O crescimento foi de 12,6 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado. A taxa de ocupação (load factor) dos vôos internacionais da companhia foi de 78% em outubro, superando a média de 73% registrada pelo setor, de acordo com as estatísticas de tráfego aéreo divulgadas pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

Nos vôos domésticos, a TAM alcançou market share de 51,8% no mês passado, 5,4 pontos percentuais acima do obtido em outubro de 2007. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o resultado da companhia no mercado doméstico foi de 50,3% - 1,5 ponto percentual superior ao patamar alcançado no mesmo período de 2007.

No acumulado de dez meses, a participação de mercado da TAM no segmento das linhas internacionais operadas pelas empresas brasileiras foi de 73,4%, com crescimento de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2007.

Fonte: Consumidor Moderno

Briga de Mulher

26 de novembro de 2008 • TEMAS: Filosofando / Notícias / /

Mês passado chegou às bancas, a edição brasileira da revista Women’s Health, feita a partir de uma costela da tradicional Men’s Health — a revista definitiva do homem moderno. Ela realmente é a revista definitiva de nós homens. Antes dela, a leitura masculina se resumia a revistas como VIP e Playboy.

A Men’s Health, ao contrário das outras revistas masculinas, não estimula aquele homem barrigudo, sedentário que vive à base de batata frita, cerveja e usa elevador para ir ao 1° andar. Ela estimula o desejo de ser aquele homem atlético, saudável e bem-sucedido com as mulheres e os negócios. Qual é o homem que não deseja isso? Vai dizer que você adora carregar essa pochete pra cima e pra baixo? Mas chega de falar de homem, o post de hoje é sobre elas.

A Men’s Health trouxe algo diferente para o público masculino. Por outro lado, a Women’s Health está trazendo praticamente o mesmo conteúdo que as revistas Corpo-a-Corpo, Saúde e Boa Forma já fazem há anos! Mercadologicamente falando, o desafio vai ser muito maior. Os esforços de marketing terão que ser muito mais intensos para fazer a Women’s Health ganhar um espaço entre o público feminino. A vantagem, é que boa parte dessa briga de mercado acontece em família. A revista Women’s Health está sendo lançada pela editora Abril, a mesma das revistas Boa Forma e Saúde. Dessa forma, o trabalho fica mais fácil posicionar as revistas para nichos diferentes e evitar que elas concorram diretamente. Uma coisa é certa: nenhuma outra revista ensina como ganhar barriga de tanquinho em 7 dias.

A televisão brasileira está mudando, e não estou me referindo à qualidade dos programas. Muitos apresentadores estão perdendo o velho hábito de fazer dos outros canais, um pecado tão grande que não pode ser mencionado no ar. Isso pareceu mudar com a chegada do Pânico na TV e seu contrato com a RedeTV que dava total liberdade para Emílio e sua turma fazer o que bem entendessem. Eles vendiam a Jovem Pan na TV e a RedeTV na Jovem Pan. E eu não tenho dúvida que essa estratégia foi fundamental para o sucesso deles na telinha. Não havia outra maneira de dizer para os ouvintes que agora eles estavam na TV, a não ser falando — óbvio, não?. Agora, a mesma liberdade pode ser notada em programas como o do gay Raul Gil, Silvio Santos, CQC e até na queridinha Maísa.

Eu vejo isso como um indício de engagement marketing na televisão. Embora o conceito de marketing colaborativo seja construído da relação empresa-cliente; Raul Gil, Silvio, Santos, Maísa e Pânico na TV estão colaborando entre si. Não exatamente gerando conteúdo, mas participando de discussões ao invés de fingir que elas não existem e, claro, gerando resultado positivo para seus programas e na boca do povo. Por exemplo, Silvio Santos perguntando para Maísa se ela assiste o Pânico, Raul Gil falando sobre o Silvio Santos tê-lo chamado de gay, o TOP 5 do CQC que pega trechos de programas de canais… e por aí vai. Como eu disse no início, não estou falando de qualidade, mas de um novo jeito de fazer programas de televisão.

O público Pânico é o mesmo do Raul Gil? Abordando tanta política, o CQC consegue atingir as classes mais baixas, que por sua vez adoram Silvio Santos e Raul Gil? A Maísa teria se tornado um sucesso se não fosse pelo CQC e a paródia Malisa, do Pãnico? Todas essas perguntas são facilmente respondidas ao reparar a liberdade de expressão que esses apresentadores conquistaram. Enquanto muitos outros continuam presos numa ilha chamada Projac.

Não julgue a palestra pelo folder

24 de novembro de 2008 • TEMAS: Propaganda /

Eduardo Shinyashiki merecia um folder melhor. Eu fiquei horrorizado ao ler os textos do folder de sua palestra, que acontecerá no final do mês em Caxias do Sul. Não bastasse os erros imperdoáveis como “bussines”, todo o conteúdo do folder é conversa pra boi dormir. Me desculpe Shinyashiki (fazendo de conta ele lê meu blog), admiro seu trabalho, mas frases de efeito não me convencem. Muitas palavras bonitas e da moda, mas que não dizem nada além de promessas vagas.

Acredito que todo bom escritor seja mestre em coesão e coerência, tenha um vocabulário amplo e escolha as palavras certas para cada oração. O bom escritor (e redator) conhece a reação que cada palavra causa no leitor. Sobretudo, usa a palavra certa e não a mais bonita.  Isso é o que diferencia um bom escritor, dos demais. Nem todo mundo consegue escrever bons textos, assim como nem todo mundo consegue resolver um problema de algoritmos sem apanhar um pouco.

Eu não sei quem escreveu esse texto, se foi a empresa de eventos ou agência, e isso não vem ao caso. O problema é que é um texto sem sentido, exagerado e cheio de penduricalhos. Eu não tenho dúvida que muitas pessoas ficarão impressionadas ao lê-lo. Uma pena, isso só mostra o quanto elas são facilmente levadas por palavras bonitinhas, mas ordinárias.

Na imagem, destaquei as “melhores partes” deste que foi um dos piores texto de folder que eu já vi.

Sintam-se livre para comentar, discordar ou responder alguma das inúmeras dúvidas que este folder me deixou. Como por exemplo, o que seria a gestão de atitudes? Novo curso da FGV?

foto do flanelinha“Aumenta as imagens, tem muito espaço em branco. Agora troca a fonte pra uma mais moderna. Muda a cor. Traz mais pra direita. Não, pra esquerda. Ainda dá pra aumentar mais um pouco a imagen. Agora a logo, aumenta 17,5%. É isso aí, agora tá bom, não mexe mais em nada! Bom trabalho, cara! Parabéns!”

Essa situação mostra o papel de um folclórico personagem, presente em muitas agências de propaganda brasileiras, o flanelinha de layout. Talvez muito de vocês conheçam por outro nome ou mesmo sem nome, mas todos já se depararam com ele em algum momento da carreira. O flanelinha é como aquele primo chato da infância que ficava dizendo o que fazer enquanto você jogava videogame. “Pula, corre, agora atira, vai, vai!”. A resposta vinha xingamentos ou, em casos mais extremos, em uma voadora. A diferença entre o primo chato e o flanelinha, é que não podemos xingar, tampouco desferir um roundhouse kick. Temos que ouvir…

As histórias do flanelinhas, na vida real, são casos de perseverança e força-de-vontade. Uma vez que são poucos os flanelinhas que dirigiram por mais de duas ou três horas — a maioria sequer tem carteira — , mas, por amor à atividade, se especializaram em orientar a direção. Dirigem quando dá, mas dizem o que fazer sempre! Experiência? Só em orientar. Prática? Só em ver detalhes triviais.

Com sua visão aguçada e agenda folgada, o flanelinha de layout é um personagem que não deve sumir das agências de propaganda tão cedo, a menos até ele perceber que sua função é só uma, atrapalhar.  A receita é ignorar e ao final tudo dizer: “valeu jogador!”.

NOTA: Qualquer semelhança é mera coincidência.

Você já ouviu falar em intercâmbio em empresas? Eu nunca tinha ouvido falar até ler um artigo do The Wall Street Journal. Com o objetivo de otimizar sua verba publicitária, utilizando a internet como grande veículo, a Procter & Gamble — maior anunciante do mundo — promoveu, em parceria com o Google, um intercâmbio de funcionários. Durante semanas, cerca de 20 funcionários das duas empresas trocaram seu local de trabalho para analisar programas de treinamento, participar de reuniões e até do desenvolvimento de planos de negócios de produtos.

O desafio é utilizar mais a internet para aproximar as marcas da P&G do consumidor. Atualmente, apenas 2% dos $8,7 bilhões da verba anual de publicidade é utilizado em ações online.

Gráfico que mostra a verba publicitária da P&G e ganhos do Google com publicidadeO intercâmbio gerou discussões interessantes como a estranheza de um funcionário do Google ao descobrir que uma campanha da Pampers não incluia nenhum blog ou site sobre maternidade havia sido contatado. “Onde estão as blogueiras?”, perguntou. Do lado da P&G, os funcionários ficaram surpresos quando, num encontro com a equipe da marca de sabão em pó Tide, um funcionário do Google não notou que a embalagem alaranjada é característico da marca.

Uma iniciativa genial como essa só gera benefícios para ambos os lados. A Procter & Gamble, uma das mais tradicionais companhias norte-americanas, se beneficia com a visão de negócios ultra-moderna e leve do Google, já o Google ganha não apenas vendendo seu peixe, mas ao inserir na mente de poderosos executivos, a vital importância do webmarketing para os negócios de hoje.

Varandas enfeitadas de gavetas e caixas em ação da IKEA

Ação realizada na Alemanha para a descolada loja de móveis IKEA.

Obama foi revolucionou as campanhas políticas ao utilizar todo o poder de fogo da internet, sobretudo, as tão faladas mídias sociais. Mas webdesign não era bem o seu ponto forte…O candidato a primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, plagiou — com muito óleo de peroba — o site do nosso querido e amado Obama. As cores, fontes, ícones para doação e voluntariado e até a utilização do Facebook, tudo ao moderno estilo Obama. Para explicar a embaraçosa situação, o comitê da campanha de Benjamin veio com a pérola “imitação é a maior forma de admiração”.

Ah, se essa moda pega aqui na agência…

Peraí que ainda não acabou, a explicação continua  “nós estamos no mesmo ramo, então por que não olhar para o mais bem sucedido político do momento e aprender com ele. Embora nós não vamos usar a palavra`mudança`, nós acreditamos que Benjamin é o candidato deal para mudar Israel”. Ei, vocês prestaram atenção nas palavras que foram usadas? Vejamos o tira-teima em inglês:

“While we will not use the word ‘CHANGE’ in the same way in our campaign, WE BELIEVE Benjamin is the real candidate of CHANGE for Israel”

Além dos site, do uso das redes sociais, eles usam as palavras-chave da campanha de Obama. Dá-lhe óleo de peróba. Mas a semelhança entre os políticos , param por aí. Benjamin, que é conservador — ao contrário de Obama —, é considerado entre os três candidatos o menos disposto a dialogar com seus adversários políticos, e anunciou que vai cortar relações com a Palestina, caso seja eleito. O problema do copiador é que ele se limita ao exterior. Copia-se o design, as ferramentas, até as palavras, mas ninguém se preocupa em mudar o comportamento. A cópia pode ser bonita por fora, mas é sempre a mesma porcaria por dentro.

Via: The New York Times

  • Assustadoramente positivo e auto-motivado. Que encontre satisfação ao atingir seus objetivos e esteja sempre buscando outros.
  • Ter sede de conhecimento. É entusiasmado com novas idéias e lê uma boa variedade de blogs e livros. Também é curioso a respeito do que as pessoas pensam sobre suas idéias, por isso bloga ou publica para ver a reação das pessoas.
  • É bom escritor e tem oratória
  • Consegue visualizar projetos complexos e imaginar alternativas viáveis para eles.
  • Fez parte de projetos audaciosos e teve atitude de líder, não de suporte.
  • É realmente muito bom em algo, mas não necessariamente em seguir ordens.
  • Tem carisma e consegue trabalhar em equipe mesmo com estranhos.
  • Aprecia vender novas idéias aos outros.
  • Gosta de contar histórias e é bom nisso. Também é bom em ouvir histórias e usá-las para mudar sua visão das coisas.
  • Sente-se confortável com a ambiguidade e raramente pede permissão ou detalhes.
  • Por último, entende que todas as suas ações têm efeitos colaterais e que não apenas deve se importar com elas, mas trabalhar pra que elas sejam boas.

Se você acha que tem essas qualidades, atualize seu currículo e envie para as empresas mais bem-sucedidas do momento, elas estão procurando você!

Compilado do artigo The Marketer’s Attitude de Seth Godin