Arquivo de outubro de 2008

It’s Delicious !

22 de outubro de 2008 • TEMAS: Digital / Marcas / /

Somente há pouco tempo descobri a maravilha que é o Delicious (antes chamado de del.icio.us). Percebi que sou preguiçoso pra conhecer novas ferramentas.  A maioria de nós somos assim, os consumidores de uma maneira geral são assim. Se o Novo requer um pouco de atenção, nós deixamos pra depois. Até perceber que aquilo é realmente útil e interessante.

Comigo foi assim no Orkut, no Last.fm, no StumbleUpon, no Twitter. Em todos, me cadastrei logo no começo pra ver como era e depois esqueci. Só vim começar a usar mesmo, depois de algum tempo quando descobri como tirar proveito deles — no caso do Twitter, até hoje não descobri.

De todas essas ferramentas (gosto de chamar assim, mas se preferirem: social medias ou redes de relacionamento), a campeã de utilidade é o Delicious. Entre as que citei, a única que não conseguirei viver sem daqui pra frente. E qual o objetivo de uma marca senão alcançar esse patamar na mente das pessoas? Bem, o Delicious já é uma marca de valor há algum tempo. No final de 2005 foi vendida para o Yahoo! por algo em torno de 20 milhões de dólares. Na época, o site possuía mais de 300.000 membros.

Para quem não sabe, o Delicious é um armazenador de favoritos, os famosos bookmarks. Você organiza seus sites preferidos através de tags, podendo compartilhá-los com qualquer pessoa. E qual o barato disso? Se tudo que você tem nos seus favoritos são 3 ou 4 sites que nunca acessa, você irá achar o Delicious sem sal. Se você tem dezenas de favoritos e morre de medo de dar um pau e perder todos da noite pro dia, o Delicious é a melhor coisa que existe. Além disso, ele é discreto — se integra ao Firefox e Explorer por meio de ícones e não de barras — e você tem todos os seus favoritos disponíveis em qualquer computador, onde quer que esteja.

Não é um barato? Corra! Crie logo o seu e me adicione!

1. Ser desenvolvida por um comitê. Muita gente trabalhando na mesma idéia nunca sai uma idéia, sai um monstro.

2. Ter críticos e aprovadores que não entendem marketing.

3. Criar peças que satisfaçam você, não o cliente.

4. Usar linguagem difícil. Soa bem, mas não diz nada.

5. Enfiar quantos benefícios forem possíveis dentro de uma anúncio (clientes matutas de agências geralmente pedem isso).

6. Revisar a linguagem emocional para deixá-lo mais literal. (outra características de clientes matutas.)

7. Focar-se em alcance contra frequência.

8. Achar que B2B é bem diferente de se comunicar com o consumidor e que, portanto, tem que ser factual e informativa, não emocional. Não esqueça, quem toma as decisões também são humanos. E humanos são guiados tanto pela cabeça quanto pelo coração. Uma pesquisa de 1996 estudou compradores de 10 grandes empresas demonstrou que fatores pessoais e emocionais superam — e muito — os racionais na hora da escola.

9. Jingles. Use apenas se eles forem muito, muito bons (e a maioria não são). Jingles prejudicam a mensagem da marca.

10. Testemunhais com celebridades tendem a parecer falsos.

11. Novos gerentes de marketing, com a necessidade de “deixar a sua marca”, trocam de agência e criam uma campanha totalmente nova — não importando se a anterior estava funcionando ou não.

Via: Branding Strategy Insider

A hora de liderar

20 de outubro de 2008 • TEMAS: Carreira / Negócios / / /

Depois de falar sobre a hora certa de deixar o barco, como contar histórias e até uma espécie de auto-ajuda, Seth Godin lança seu novo livro para falar de liderança. Uma das qualidades mais cobiçadas nas empresas hoje em dia. TRIBES — We Need You To Lead Us (Nós Precisamos de Você para Nos Liderar) chegou às livrarias semana passada nos Estados Unidos. Pensei em comprar, mas essa vida de solteiro-morando-sozinho  me faz pensar duas vezes antes de comprar um livro importado.

Ainda bem que o BrandAutopsy compartilhou conosco suas primeiras impressões… e basta ler algumas linhas para se perceber que a hora de liderar é agora.

Liderança não começa sempre no topo, mas sempre afeta as pessoas do topo. De fato, a maioria das organizações estão esperando por alguém como você para liderá-los.”

Em outras palavras, se todo mundo pudesse fazer (ser um líder), eles não valeriam muito.

É desconfortável ficar em pé diante de estranhos.
É desconfortável propor uma idéia que pode falhar.
É desconfortável desafiar os padrões.
É desconfortável resistir à acomodação

Se você não está se sentindo desconfortável no seu trabalho no papel de um líder, é quase certo que você não atingiu todo seu potencial como um líder.

Liderança é uma escolha. Não fazer nada é uma escolha.”

A importância do nome da marca

17 de outubro de 2008 • TEMAS: Marcas / /

Durante muito tempo eu pensei que o nome da marca não tivesse muita importância. Afinal, o que importa é a qualidade do produto em si e seus benefícios, certo? Errado. Mudei de opinião quando vi Kevin Lane Keller — uma autoridade em gestão de marcas — escrever sobre a importância do nome para uma boa marca.

Um bom nome tem que ser fácil de memorizar, e como lembrança de marca envolve uma série de outros fatores,  não se tem como medir, mas há três coisas que um bom nome de marca carrega.

Facilidade
Um bom nome é fácil de escrever e de falar, só assim será fácil de memorizar. Imaginemos um daqueles nomes cafonas, por exemplo Glaydson. Como se deve ler? A resposta é: como o dono quiser. Com som de e ou de a mesmo, isso quem define é ele. No mercado, isso não existe, as pessoas lêem como está escrito e não como o dono quer que seja.

Original
Um bom nome deve ser único e não gerar associações com nenhuma outra coisa. Quando se pensar no nome, a primeira coisa que deve vir à mente é a marca. Lembre-se, uma marca tem a obrigação de MARCAR, não se pode marcar usando um palavra usada em tantas coisas, como Cerveja Crystal.

Positividade
Um bom nome deve trazer algo de bom. Um benefício ou uma mensagem agradável. Limpol traz o benefício da limpeza no nome. Vivo é um exemplo de marca que passa uma mensagem, afinal estamos vivos e temos que agradecer e aproveitar isso.

OBS.: Eu coloquei a imagem da Wendy`s  — rede de fast-food americana — porque ela é um exemplo de boa marca. Ela tem nome, tem características físicas (jovem, ruiva, sardenta e de tranças), tem personalidade (divertida). A Wendy`s é como eu e como você. E isso não seria possível sem um nome. O meu é Sylvio e o seu?

1. Fracasso é uma opção
Principiantes que sabem das coisas encaram fracassos como o único modo de chegar ao sucesso.

2. A coragem é contagiosa
Depois que uma empresa cresce, o medo é muito mais comum do que a coragem. O único modo de atingir o verdadeiro sucesso é colocar toda a equipe para desafiar o status quo.

3. Invente o mercado
Principiantes que entendem o funcionamento das coisas tentam abrir novos mercados. Eles combinam o poder da sua empresa com o desejo de criar um mercado novo e as coisas começam a acontecer.

4. Amigo do cliente
Não basta encontrar e conversar com os seus clientes. Principalmente se você quiser criar fidelidade, é necessário que você seja próximo deles, conviva com eles. Desenvolva a capacidade de perceber as diferenças entre o que sua empresa entrega e o que eles desejam.

5. Regras são dispensáveis
Principiantes não têm tempo para escrever um livro de regras. Eles fazem isso depois de inventarem um novo mercado.

6. Afrouxe o cinto
“Parei de procurar trabalho no dia em que encontrei um emprego”. Se é isso que você ouve todos os dias no café em seu escritório, você está encrencado. Um principiante é como uma fonte rasa que se consegue ver as pedras no fundo.

7. Moa café e não pessoas
Pessoas são patrimônios, não matéria-prima. Investidores que conhecem as coisas sabem que são as grandes pessoas que fazem uma empresa funcionar, não patentes ou máquinas, muito menos a localização ou distribuição.

8. Teste de ego
Ser bacana é uma coisa, mas se um principiante acredita demais em seu talento, tudo se perde rapidamente.

9. Sempre ligado
Não se pode ficar fechado. A internet está sempre ligada, da mesma forma que a sua concorrência.

10. Demita o chefe
As empresas de hoje não podem garantir que alguém terá o mesmo cargo sempre. Para crescer, você precisará tomar decisões difíceis e puxar o próximo na fila de jovens talentos, incluindo um novo chefe.

(extraído do livro A Grande Mudança – Não tente ser perfeito, comece a ser notável)

Devia ser um momento muito feliz fazer compras na década de 50, todo mundo sorrindo e educado. Até demais! Mas assim era a época, — ao menos na aparência — certinha e comportada. Não demorou muito tempo até o povo ficar mais “saidinho”, culpa do Woodstock, Rolling Stones, cannabis e do Tropicalismo. As pessoas não são mais “certinhas”, e faz tempo hein! Por outro lado, muitas empresas continuaram como 50 anos atrás, certinhas.

As empresas que mais se destacaram nos últimos anos conseguiram isso subvertendo o comportamento “certinho” do mercado. Google, Starbucks, Gol, Amazon, Smirnoff, FedEx. Elas cresceram por fazer tudo diferente, por não ter medo do fruto proibido. Aonde chegarão as empresas que fazem sempre a mesma coisa e nunca surpreendem seus clientes?

Moro em uma das regiões mais desenvolvidas do país, em uma cidade de 500 mil habitantes onde é extremamente difícil encontrar um café ou padaria aberta antes das 8 da manhã e depois das 7 da noite. Onde todas as lojas abrem de forma sincronizada, no mesmo horário. Se todas as papelarias abrem as 9h, por que a sua não pode abrir às 8:30? O fato de meu concorrente fechar ao meio-dia significa que eu também devo fechar ou o que é pior, que eu POSSO fechar?

Recentemente, inaugurou uma grande loja de materiais de construção perto de casa, o primeiro dia foi uma grande festa, músicas, balões (à la década de 50), promotoras e faixas. No outro dia, apenas moscas. Ser certinho é fazer exatamente o que se espera, se o dia da inauguração é 5 de outubro, “às 18:30 estaremos recolhendo tudo”. Vai ver o cliente não é realmente a alma do negócio…

O que falta para muitas empresas é acordar, perceber que as pessoas mudaram, o mercado mudou. Não vivemos mais a época do cliente que tem sempre a razão, e sim do que tem sempre a nossa atenção. Ao menos, deveria ter.

Coisas no futuro estão mais próximas do que parecem.

Quando você vai atravessar a cidade, você é bem específico “Avenida Independência, esquina com Garibaldi, do lado esquerdo, por favor”.

Por outro lado, quando você sai de férias, você diz “estou indo para Paris” e não “estou indo para 8 rue du Cherche-Midi”, e se você vai ainda mais longe, pula a cidade, o país e só diz “estou indo para África”. Qualquer dia, Richard Branson irá nos levar para Marte e tudo que vamos dizer é o nome do planeta.

Claro que isso faz sentido. Nós não precisamos saber pra que cratera você vai, apenas que é muito distante.

Os profissionais de marketing gastam muito tempo descrevendo o futuro e o tornando real. Quanto mais genérico você o descreve, mais distante as pessoas pensam que está. “Nós vamos lançar nosso novo produto ano que vem” soa muito mais distante do que alguém segurando um protótipo e dizendo: “isto será lançado no dia 3 de janeiro às 14h”.

Resumo: Se você quer que as pessoas abracem a sua versão de futuro, diga que está dobrando a esquina e não em outro planeta.

Texto traduzido do original de Seth Godin

  • Você consegue capturar algo que você vê na tela e colar no Word ou Powerpoint?
  • Você tem um blog?
  • Você lê mais de três blogs por dia?
  • Seus e-mails têm uma assinatura padrão?
  • Você possui um leitor RSS?
  • Você consegue gerar um PDF de um documento Word?
  • Você tem um atalho para enviar e-mails de forma rápida para os colegas de trabalho que você tem o hábito de enviar?
  • Você consegue encontrar o que procura no Google na maior parte das vezes?
  • Você faz backup do seu trabalho?
  • Você usa um programa anti-virus?
  • Alguns podem se perguntar, também, qual a relevância de ler blogs ou
    como saber gerar um PDF podemelhorar o seu trabalho. A resposta é mais
    uma pergunta: como você quer ser contratado por uma boa empresa se não
    sabe fazer o básico?

    Havaianas é a única marca brasileira a fazer parte dos temas que decoram as páginas do iGoogle. O iGoogle é a página personalizada do maior site de buscas da Internet. Nela, cada internauta pode instalar, como preferir, os serviços que o Google disponibiliza e decorá-la com temas de artistas reconhecidos internacionalmente e convidados especialmente pelo site para participar do projeto. Havaianas é uma das poucas marcas presentes no espaço, que não é comercializado. O convite para que ela participasse foi feito pelo Google por intermédio de Ricardo Medeiros, gerente de mídias interativas da AlmapBBDO.

    A barra personalizada das Havaianas foi criada pela AlmapBBDO, seguindo as normas do Google. Como são temas artísticos, ela não pode destacar marca ou produto. A barra multicolorida desenvolvida pela agência das Havaianas é composta por pés calçados com as sandálias coloridas, que se prolongam em pernas também de várias cores e que se cruzam em um labirinto sem fim. Já está disponível para internautas da América Latina, Estados Unidos e Europa.

    Via: AdNews