Arquivo de outubro de 2008

Anúncios inteligentes SmartAd

31 de outubro de 2008 • TEMAS: Propaganda /

Recentemente, fiquei obcecado por poker. Minha cabeça está uma festa de termos como straight flush, three-of-kind, blinds, Texas hold’em e outros. Andei pesquisando preços e onde comprar uma maleta com cartas e fichas de poker para jogar com amigos, então dei uma passada no Mercado Livre, vi os preços e deixei pra depois. Agora vem a parte interessante…

Estava eu em um site absolutamente nada a ver com poker e eis que vejo “Maleta poker com 300 fichas R$99,00″. Mas peraí, como eles sabiam que eu queria comprar uma maleta? Boa pergunta!

Como publicitário, fico extasiado ao ver na internet anúncios voltados exclusivamente para aquele consumidor. Com o consumidor, talvez esse êxtase todo não exista, mas a sensação de ver um anúncio oferecer justamente o que você procura é genial. A propaganda sempre foi perseguida por encher o consumidor de coisas que ele não precisa. Então você pensa “o Mercado Livre sabe o que eu quero e me oferece esses produtos, enquanto os outros insistem em me oferecer qualquer coisa. Por que iria comprar no Submarino?”.

O Google revolucionou os anúncios de internet com o famoso AdSense. O MercadoLivre seguiu a receita de oferecer produtos relevantes e criou o SmartAd. Dei uma pesquisada no próprio Google para entender como funciona o SmartAd e cheguei ao blog Lucrando na Rede. Enquanto o AdSense faz relação com o conteúdo do site em que está inserido, o SmartAd faz relação com o que você andou procurando no Mercado Livre ultimamente. Por exemplo, se eu estiver no site Clube do Poker, o AdSense do Google me mostra anúncios de baralhos, maletas, fichas e mesas. Mas o fato de eu estar visitando esse site, não signifique que eu queira comprar. No SmartAd do Mercado Livre é diferente, se eu estiver no MeioBit, um site de tecnologia, eu posso receber anúncios de baralhos e bicicletas. Porque eu andei pesquisando sobre baralhos e bicletas.

AdSense e SmartAd são duas ferramentas fantásticas. Nenhuma é melhor que a outra. A melhor será aquela que oferecer o produto certo na hora certa para o cliente.

Barraco Nizan X Fábio Fernandes

31 de outubro de 2008 • TEMAS: Propaganda /

Visto primeiro aqui, como tiraram do YouTube, achei depois aqui.

Produto poser

30 de outubro de 2008 • TEMAS: Propaganda /

Frase do dia

29 de outubro de 2008 • TEMAS: Filosofando /

“Nós não estamos no ramo do café para servir pessoas, estamos no ramo de pessoas para servir café. Lembramo-nos continuamente do desejo intenso de contato com o ser humano e a sociedade, que é uma força nova e poderosa para determinar as preferências do consumidor… O ambiente Starbucks se tornou tão importante como o próprio café.”
(Howard Schultz, fundador da Starbucks)

Pizza The Economist

“Produção mundial de trigo.” / “Importação de queijo e coalho por país”

Buscando atingir universitários da Philadelphia — mais de 20 pizzarias próximas aos campi — distribuíram suas pizzas em caixas assinadas pelo jornal The Economist.

O interessante é a visão do jornal, eles não buscaram apenas estudantes de economia,  apostaram na idéia que todo ser humano para vencer na vida precisa entender o básico de economia e finanças, e que conhecer o que acontece no mundo é fundamental. Todo estudante que se preze já usou ou vai usar um gráfico em formato de pizza. A campanha era assinada com “Tenha uma visão do mundo”.

Qual marca você gostaria de sentar ao lado em um jantar?

Qual marca você gostaria de ter uma discussão?

Qual marca mais inspira você?

Se você fosse uma marca, qual você seria? Por quê?

Qual marca você não consegue viver sem? Por quê?

Qual marca vai se tornar realmente verde no futuro? Por quê?

Essas foram algumas das perguntas da pesquisa brandjunkie 2008, feita pelo Brandchannel para se medir a influência das marcas nas nossas vidas e o quanto — e como — elas orientam nossas ações. A marca n°1 em quase todas essas perguntas foi a Apple (ooooh!), seguida pela Microsoft — a marca que todos queriam ter uma discussão — e a opção “nenhuma” — quando perguntado qual marca será verde.

O importante não está em qual marca foi mais citada, não está na superfície dos resultados, o bacana é ir a fundo. Eu, que nem calvo sou, já estou careca de saber que Apple, Microsoft, Google, Coca-Cola são as marcas mais valiosas e, logo, mais importantes e comentadas. Não é de se espantar ao vê-las encabeçando quase todas as perguntas.

O bacana é ver que as pessoas conseguem viver sem Colgate, Nokia, Axe e Levi`s, mas não  sem o café da Starbucks. Bacana ver que a maioria das pessoas se sentem muito mais descoladas e independentes, como a Virgin, do que felizes e alegres como a Disney. Muito interessante em ver as pessoas dispostas a argumentarem com empresas supostamente malignas como Microsoft,  Walmart e McDonald`s.

Resumo: O que se tira de tudo isso é a profundidade do seu conteúdo. Não temos apenas respostas óbvias (Apple, Coca-Cola, blá blá blá), temos respostas com conteúdo de pessoas comuns,  isso é relevância! Percebemos, mais do que nunca, que é preciso que uma marca esteja presente na nossa vida em vários e vários momentos e não apenas no momento da compra.  Já pararam pra pensar que essas marcas estão mais presentes na nossas vidas do que a maioria de nossos amigos e familiares?

Onde errou:

  1. Ao fazer uma pergunta estúpida. Uma das premissas do texto escorrega-bunda é que você deve induzir o leitor a concordar com você. Fazer perguntas que levem ao SIM! É por isso que eu não gosto de perguntas, principalmente em títulos. Juro, não é implicância, a primeira coisa que pensei quando li foi:  NÃO! “Eu não estou afim de conhecer a fábrica que você diz ser fabulosa, e não daria nem um centavo, vocês que deveriam me pagar.” Em um texto escorrega-bunda, as pessoas se jogam. Elas dizem sim pra você e não dão meia volta e te chamam de estúpido.
  2. Em responder à própria pergunta. Não responda pelo leitor, não suponha, não ache, não seja arrogante. Apenas faça a pergunta certa.

NOTA: O objetivo desta seção é a crítica construtiva. Salientar deslizes e falhas, na esperança de uma propaganda mais redonda. Tal conteúdo é baseado na opinião pessoal do autor e devem ser vistas como conselhos, não verdades absolutas.

Como criar um Powerpoint mágico

24 de outubro de 2008 • TEMAS: Carreira /

O G1, o telefone celular do Google, chegou nesta quarta-feira às lojas americanas da T-Mobile para concorrer com o iPhone, da Apple. Apesar de terem sido registradas filas em várias lojas da T-Mobile de diferentes cidades dos Estados Unidos, não se viram as massas de gente dormindo na rua desde a noite anterior como no caso do iPhone, que já vendeu mais de dez milhões de unidades neste ano.

O telefone do Google custa US$ 179 e exige um contrato mínimo de dois anos. O clima de crise econômica nos EUA e o lançamento do Storm, o primeiro modelo da BlackBerry com tela tátil, entre outros novos concorrentes, poderiam ofuscar a estréia do produto.

Fabricado pela HTC o aparelho tem com atrativo seu sistema operacional, batizado de Android e desenvolvido pelo Google. O sistema possui código aberto, o que permite a qualquer um criar novos aplicativos para o aparelho sem as restrições impostas pela Apple no iPhone.

A operadora de telefonia, ao contrário do software, pode ser uma pedra no caminho do G1: enquanto o celular da Apple é vendido com exclusividade pela AT&T, o G1 sai pela T-Mobile, cuja cobertura de tecnologia 3G (que permite acesso a dados e navegação pela internet com banda larga) não é tão completa quanto a do concorrente.

Fonte: Folha

Para os mais interessados, o pessoal do MeioBit relatou as primeiras impressões com o aparelho. O interessante é que a parte “A bateria e qualidade do uso do aparelho para chamadas eu não pude testar, devido ao curto tempo com a experiência”.

Essa é a prova de que celular é cada vez menos um telefone e mais um gadget.

Onde errou:

O problema deste aqui não é a peça em si, é o tipo do negócio, o famoso 10em1 do Portal Bowling. Boliche é uma coisa que não pegou aqui no Brasil. Brasileiro gosta é da boa e velha sinuca (que aliás tem no Portal), de cerveja (tem!), de música ao vivo (também tem!), de comer (arrã!), de pegação (ô…!).

O problema de um lugar assim é a falta de identidade. O curioso é que eu ouço muita gente falar que isso é bom (ter tudo num só lugar), e aqui vai uma piada: se cliente entendesse de negócios seria empresário. Acho que vou começar a fazer uns shows de stand-up comedy pra aumentar o orçamento.

NOTA: O objetivo desta seção é a crítica construtiva. Salientar deslizes e falhas, na esperança de uma propaganda mais redonda. Tal conteúdo é baseado na opinião pessoal do autor e devem ser vistas como conselhos, não verdades absolutas.