Arquivo de agosto de 2008

Escreva como um blogueiro

15 de agosto de 2008 • TEMAS: Carreira / / /

Alguns meses atrás, Seth Godin escreveu um dos textos mais fantásticos que já li sobre como fazer bons textos. Apenas escreva como um blogueiro. E como tal, você precisa seguir as seguintes instruções:

  1. Use títulos. Eles são bons pra quase tudo. Não apenas aqueles chatos que dizem o óbvio, mas títulos interessantes e intrigantes. Títulos são perfeitos para atrair leitores ocupados.
  2. Saiba que as pessoas têm escolhas. Com 80 milhões de outros blogs para escolher, eu sei que você poderia deixar este blog a qualquer momento (pronto, lá se vai um embora…). Então faça textos curtos, rápidos e mais empolgantes.
  3. Contenha-se. Blogueiros não precisam dizer tudo de uma vez só. Nós podemos acrescentar uma nova idéia a cada dia, o que poderá resultar em uma boa tese algum dia.
  4. Tudo bem se você sair. Blogueiros não têm medo de incluir links ou distrações em seus textos, porque nós sabemos que você irá voltar quando tivermos algo interessante a dizer.
  5. Interatividade é um grande atalho. Seus leitores se importam com a opinião de uma pessoa muito mais do que a sua… a deles. Então, ler seu e-mail ou seus comentários ou seus trackbacks (você escolhe), ajuda a manter a relevância dos seus textos.
  6. Ver o visível não é a mesma coisa que ver o invisível. Se você planeja blogar por meses ou anos, cedo ou tarde você precisa dizer algo realmente interessant
  7. Não tenha receio de listas. Pessoas gostam de listas.
  8. Mostre-se. Não escrever não é uma boa maneira de expressar suas idéias. Esperar pelo perfeito é uma estratégia perdedora.
  9. Diga. Não esconda, não floreie.

O número de consumidores de notebooks passará o de desktops em 2010. Essa é a previsão feita pela Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee).

Apesar da participação dos desktops ainda ser maior do que a de notebooks, esse cenário diminui gradativamente e deverá se inverter nos próximos dois anos.

Um dos principais fatores para essa mudança de comportamento dos consumidores barsileiros está na desvalorização do Real, que barateou os portáteis. Fora isso, o equipamento tem um grande apelo de praticidade, que o desktop não tem. No entato, o computador de mesa, quando montado por peças, é mais barato que o notebook. Em relação à capacidade, a diferença que existia entre os dois já diminuiu. Hoje existem portáteis tão parrudo quanto um desktop.

Segundo Antônio Hugo Valério, vice-presidente de informática da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee), “como o mercado não é linear, não existe uma previsão concreta, mas podemos fazer estimativas de quando a participação de mercado dos portáteis será maior do que a de desktops. Muitos usuários estão se interessando pelo notebook como um substituto do seu velho computador, ou mesmo como uma segunda opção de equipamento”.

O executivo observou que o crescimento de 2007 para 2008 do mercado de notebooks foi similar, ou seja 183% no ano anterior e 185% no atual, e que se mantiver esta tendência, em pouco tempo os notebooks dominarão o mercado. “A estimativa é que até o final de 2009, a base instalada de notebooks será a mesma de desktops, ou seja, 50% para cada lado”, declarou Valério. “Em 2010, a Abinee prevê que a base de notebooks será de 75%, ou seja, serão três portáteis vendidos para cada PC de mesa”, afirma.

(Fonte: WNews)

Já pararam pra imaginar na implicação disso para o mercado e indústria da informática? Quantos novos produtos surgirão? Recentemente, a Logitech anunciou um mouse sem fio voltado para os usuários de notebooks cuja a bateria dura 19h. E isso é só o começo…

Com aumento de 1,45% em suas ações, que agora valem 179,30 dólares, a Apple ultrapassou o Google em valor de mercado nesta quarta-feira (13/08), atingindo capitalização de 158,84 bilhões de dólares dentro da bolsa eletrônica Nasdaq.

Após queda de 0,51% nos seus papéis, avaliados exatamente em 500 dólares, o buscador viu valor de mercado diminuir levemente para 157,23 bilhões de dólares nesta quarta.

Com seu novo valor de mercado, a Apple passa a ser a empresa com segunda maior capitalização no mercado de tecnologia – a Microsoft lidera o ranking, avaliada em 254,8 bilhões de dólares após suas ações fecharem a 27,91 dólares nesta quarta, queda de 0,75% em relação ao dia anterior.

A mudança de postos explicita situações contrárias que as duas empresas vêm vivendo nos últimos meses – enquanto a Apple vê sua capitalização aumentar baseada na sua estratégia baseada nos negócios de iPod, iPhone e Macs, o Google sente os desdobramentos da queda nas suas ações.

Fonte: ComputerWorld

1. Fazer estimativa de faturamento da marca para os próximos seis anos.

2. Avaliar qual a porcentagem desse faturamento pode ser atribuído à marca (e não aspectos como distribuição e preço).

3. Medir a relativa força da marca. Quanto maior a força, maior a probabilidade da estimativa virar realidade.

De forma bem resumida é dessa forma que a Interbrand avalia as marcas e define o Best Global Brands

ranking das marcas mais valiosas do planeta.

A multinacional Interbrand, de tão influente, é quase inquestionável. Mas ela não é a dona da verdade. O fato é que o Best Global Brands (cuja edição 2008 sairá em setembro na BusinessWeek) é um ranking inverossímil. Isso quem diz é o Ph.D em marketing Mark Ritson.

Ritson questiona a precisão dos dados da pesquisa Interbrand, uma vez que sua pesquisa é baseada em relatórios anuais e estimativa de mercado; não tendo acesso aos dados brutos das marcas.

Além disso, o estudo da Interbrand é basicamente feito em cima de um único mercado, ignorando fatores culturais no processo de decisão do consumidor. O que significa considerar, por exemplo, a IBM tão forte no Japão como nos EUA.

A seguir vocês poderão comparar dois divergentes rankings — e tirar suas próprias conclusões —

, o da Interbrand com o da Millward Brown, cada uma utiliza sistema próprio de avaliação, o da Millward é mais global, levando em consideração os fatores geográficos e culturais. Vale ressaltar que o primeiro é de 2007 e o segundo de 2008.

Eu gostaria de propor uma discussão. Quem vem em primeiro lugar: o cliente ou a marca? Os profissionais de vendas dizem que é o cliente; os de marketing dizem que é a marca. Cada um puxando a corda pro seu lado nesse interessante cabo-de-guerra.

Este assunto veio à mente quando um professor meu de vendas fez a seguinte afirmação: “Os clientes são o ativo mais precioso da empresa”. Eu discordo veementemente. Como amante de uma boa discussão diante de um assunto “polêmico” como esse, gostaria de saber a sua opinião. Mas antes quero fazer algumas considerações

O papel do cliente e marca se confudem na estratégia da empresa. Toda estratégia voltada pro cliente acaba refletindo na marca, assim como toda boa estratégia de marca acaba passando pelo consumidor. Há um modelo de brand equity denominado CCBE (em português, Patrimônio da Marca Baseado no Cliente). Esse modelo defende que a experiência do cliente com a marca é a melhor maneira de se construir uma valiosa marca. Tudo que eles aprenderam, sentiram, viram e ouviram contribui para o brand equity. A partir do CBBE, percebe-se a importância vital do consumidor para a construção de uma marca forte, mas ele não é o objetivo final.

Ao meu ver, uma empresa que coloca o cliente na frente da marca comete um grande equívoco. Possuir uma grande carteira de clientes hoje não garante a sobrevivência de amanhã, pois não haverá barreiras (tangíveis/intangíveis) que impeça esse cliente de comprar o produto do concorrente. Um vendedor que sai e leva consigo os clientes da empresa, um preço mais baixo, uma marca emergente (com forte penetação de mercado), são fatos que podem fazer clientes evaporarem.

Eu costumo fazer uma pergunta utópica para ilustrar a importância da marca: Se a Coca-Cola tivesse toda a sua infra-estrutura reduzida à uma pequena fábrica fundo de quintal, ela sobreviveria? E mais, quanto tempo demoraria para ela deixar o fundo de quintal?

Fica a discussão: Quem vem em primeiro lugar, o cliente ou a marca? Estou curioso para saber o que vocês pensam.

Fascinação

11 de agosto de 2008 • TEMAS: Propaganda / /

É simplesmente fascinante o texto deste anúncio da Mercedes-Benz. Louvável a abordagem quase filosófica para explicar porque um Mercedes é mais que um carro. Nada de carros, paisagens, luxo e títulos chamativos neste anúncio. Um ótimo exemplo de que texto longo pode ser envolvente.

“Existe uma cadeira feita de aço, madeira e verniz cujo o preço é seiscentos dólares. Mas essa não é a parte interessante. A parte interessante é que vende aos milhares. As pessoas desejam essa cadeira. As pessoas precisam dessa cadeira. Eles provavelmente não conseguiriam fazer uma cadeira com design similar, aço, madeira e verniz vender tanto em um rede de lojas por uma fração daquele preço. Por quê? Como algo praticamente idêntico não atraíra ninguém? A resposta é quase tão perplexa quanto a pergunta: fascinação. Fascinação é o que separa o bom do ótimo, o comum do carismático, do objeto que você gosta para o que você não consegue esquecer. Fascinação é o que, inexplicavelmente, separa as duas toneladas de aço, couro, cromo e vidro de um carro, das naturalmente mais fascinantes, duas toneladas de aço, couro, cromo e vidro de um Mercedes-Benz. Mas o que exatamente é fascinação? Todos nós conhecemos essa sensação, seja uma coceira insaciável ou uma paixão avassaladora. Mas algum dia saberemos o que torna uma coisa mais cativante que outra? Talvez não. Talvez seja esse mistério sobre fascinação que nos fascina tanto.”

Ponto!!

8 de agosto de 2008 • TEMAS: Marketing / /

Eis que me saltou os olhos este bom anúncio da Golden Cross no jornal de hoje. Feito pela Conexão Brasil, não é um anúncio perfeito — a mensagem está um tanto confusa — mas o saldo é positivo.

Como é bom ver algo legal entre tanta sem graceira.

Seja exigente

6 de agosto de 2008 • TEMAS: Comportamento /

“Seja exigente, fazemos questão de receber seus elogios, críticas e sugestões.” dizia um pequeno banner de uma pizzaria que fui. A minha resposta poderia facilmente ser: “Fique tranquila, eu sou até demais”. Eu tenho certeza de que nunca li algo semelhante em toda minha vida. Se você já, me passe o endereço.

Pedir que seu consumidor seja exigente é se dispor ao fuzilamento. Ninguém dá a cara à tapa esperando levar muitos. É preciso confiar no seu taco. A pizzaria tinha tudo em ordem; funcionários educadíssimos e gentis, ambiente aconchegante, preço justo, muitas opções e ainda conseguia ser rápida (não irei considerar a cerveja por conta da casa).

Cerca de 15 minutos foram suficientes para a pizzaria encantar um dos clientes mais exigentes que se pode ter (eu). A cortesia da hostess, a simpatia do garçom e a delicadeza da atendente poderiam ser o suficiente, mas não se encanta fazendo o básico, encantar é exceder as expectativas, colocar uma cereja em cima do bolo. No meu caso, a cereja foi pedir que eu seja exigente e ainda me dar uma cerveja de graça.

p.s.: Caso você esteja pensando “mas só uma cervejinha”, em um restaurante onde você consome uma pizza, um refrigerante e uma cerveja. Dispensar a cerveja é sim uma grande coisa.

Mapa da compra individual

6 de agosto de 2008 • TEMAS: Comportamento / /

Quase todos os caminhos levam o consumidor à não-compra. Cabe às empresas prepararem o terreno para que eles não se percam ao longo desse tortuoso caminho.

Ação: Vans de entrega DHL do centro de Beijing, China, receberam grandes ícones nas laterais para promover o sistema de rastreamento online.

Resultado: Queda no número de rastreamento por telefone e aumento na quantidade de rastreamento online.

Criado por: Ogilvy & Mather Beijing