Fascinação
É simplesmente fascinante o texto deste anúncio da Mercedes-Benz. Louvável a abordagem quase filosófica para explicar porque um Mercedes é mais que um carro. Nada de carros, paisagens, luxo e títulos chamativos neste anúncio. Um ótimo exemplo de que texto longo pode ser envolvente.
“Existe uma cadeira feita de aço, madeira e verniz cujo o preço é seiscentos dólares. Mas essa não é a parte interessante. A parte interessante é que vende aos milhares. As pessoas desejam essa cadeira. As pessoas precisam dessa cadeira. Eles provavelmente não conseguiriam fazer uma cadeira com design similar, aço, madeira e verniz vender tanto em um rede de lojas por uma fração daquele preço. Por quê? Como algo praticamente idêntico não atraíra ninguém? A resposta é quase tão perplexa quanto a pergunta: fascinação. Fascinação é o que separa o bom do ótimo, o comum do carismático, do objeto que você gosta para o que você não consegue esquecer. Fascinação é o que, inexplicavelmente, separa as duas toneladas de aço, couro, cromo e vidro de um carro, das naturalmente mais fascinantes, duas toneladas de aço, couro, cromo e vidro de um Mercedes-Benz. Mas o que exatamente é fascinação? Todos nós conhecemos essa sensação, seja uma coceira insaciável ou uma paixão avassaladora. Mas algum dia saberemos o que torna uma coisa mais cativante que outra? Talvez não. Talvez seja esse mistério sobre fascinação que nos fascina tanto.”

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Uau. Sensacional mesmo. Nada como vender mais do que um estilo, do que um produto, vender uma sensação.
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