Arquivo de julho de 2008

Propaganda que diverte #1

18 de julho de 2008 • TEMAS: Propaganda / /

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1. “Máxima Absorção.”

2. “Não fique na rua até tarde, não bagunce seu cabelo, não invente, não faça isso, não faça aquilo. Bla bla bla. Em um mundo de limites e controle, você precisa de espaço. Um espaço seu e só seu. Espaço que anda com você e permite que você salve e carregue o que você precisar: De música a fotos, clipes e muito mais. É aí que a Kingston entra. (…) ”

3. “Não se tatue, não rasgue seu jeans, não fique na rua até tarde, não faça isso, não faça aquilo. Bla, bla, bla, bla. Um espaço seu (…)

4. “Micro-audio

5. CANETA: “Eu acabei de chegar de uma reunião de três horas”. LUFTAL: “Eu sei. Por que você acha que ele me trouxe?”

6. BOMBOM: “Ops! Acho que ele vai me comer agora”. LUFTAL: “Ok, nos encontraremos lá dentro”.

7 & 8. “Redescubra a maciez da lã.”

9. “Agora com mais carne.”

Um dos principais fatores que torna um bom jogador em um mestre é saber escolher o jogo certo e a hora de desistir. Ser idealista demais é um problema, te faz lutar causas perdidas, por mais bem intencionadas que essas podem ser.

O site Tappening.com é um bom exemplo disso. É um movimento que luta pela extinção das garrafas d´água. O principal argumento deles é que se você tem água potável saindo das suas torneiras, não há necessidade de consumir as engarrafadas. Faz sentido, mas não vai funcionar.

Você cria um movimento pela diminuição de consumo de água, funciona. Você cria um movimento pela não impressão de documentos nos escritórios, pode funcionar. Mas você cria um movimento para as pessoas deixarem de comprar água? Não vai funcionar. O preço é muito alto. Você está com sede, longe de casa, não conhece ninguém, irá bater na porta mais próxima e pedir um copo de água?

O mundo é de centro. A extrema esquerda e a extrema direita são minoria. Pessoas de centro dificilmente se comportam de maneira extrema, elas não pagam alto preço por um ideal, elas por natureza, procuram o equilíbrio. E deixar de beber água em garrafa é extremismo.

Aprendendo com o melhor

17 de julho de 2008 • TEMAS: Marcas / Marketing / /

Uma das grande dificuldades para certos profissionais é entender os benefícios de se copiar o melhor ou o líder. E, para alguns, entender os malefícios de se copiar o melhor também é um problema. Porque não faria o menor sentido entrar em um Carrefour imaginando-se estar em um Walmart.

Um assunto muito específico que quero tratar é a forma como Walmart Brasil trata as suas marcas. Eu já tive a oportunidade de conhecer duas de suas redes: os supermercados Hiper Bompreço e o BIG. Eles são quase iguais (tamanho, variedade de produtos, serviços e até cores da logo), porém são marcas geográficas. Uma do nordeste, outra do sul.

O segmento de supermercados é uma grande batalha medieval, onde incontáveis pequenos são esmagados por alguns gigantes. Nessa batalha, todo detalhe é uma grande coisa. Aqui no Rio Grande do Sul, o BIG (rede Walmart) bate de frente com o Zaffari (rede Bourbon). Uma batalha das grandes e de diferentes estratégias. O Walmart cuida do BIG como um filho, e não um irmão mais velho. Você cria um filho para ser independente, pra não ter que acompanhar e tomar conta dele em todas as ocasiões. A Rede Bourbon faz o contrário. A logo do Bourbon costuma acompanhada do Zaffari sem critério aparente. As duas marcas se confudem e, juntas, se enfraquecem. O BIG é o BIG. É necessário atenção pra perceber a sua ligação com o Walmart. Eu só percebi na tela do computador, enquanto um vendedor solicitava meu produto.

O Zaffari é uma grande marca, Bourbon é uma grande marca, mas elas estão sendo ameaçadas por uma marca que sabe o que faz, uma empresa que tanto tem a ensinar, embora outras parecem não querer aprender.

Você se conhece?

17 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento / /

Primeiro de tudo, o que você conhece sobre Carl Jung? Honestamente, eu não sei quase nada.

O que sei é que Carl Jung foi importantíssimo para o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), uma metodologia que divide a personalidade em 16 tipos. Uma maneira muito mais eficiente de definir você. Ou se eu disser que sou do signo de áries 3° decanato, você saberá como eu sou?

Agora se eu disser que sou INTJ (introvertido, intuitivo, racional, julgador), e você conhecer o método MBTI, terá mais chances de saber como sou, mesmo sem me conhecer.

É curiosa a discrepância entre como você acha que é e o que você realmente é. Será que você se conhece? Dando uma lida nos 16 tipos de personalidade, eu me considerei INTP (introvertido, intuitivo, racional e perceptivo), mas fiz um teste e apontou INTJ. Afinal, como eu sou? Confio no teste, confio no meu julgamento? Os dois tem a sua importância. O teste é uma baliza, serve para você não se considerar extrovertido quando na verdade é introvertido ou intuitivo quando, na verdade, é sensorial.

Eu me considero muito mais perceptivo do que julgador. Mas a discrepância entre INTJ e INTP é pequena e já que testes devem ser vistos como balizas e não como certezas, Jung e Myers-Briggs que me desculpem, mas a decisão final será minha.

Ontem, Seth Godin escreveu algo muito interessante que começou com um mal serviço e acabou se tornando uma sábia reflexão. Faço questão de transcrever na íntegra:

“Alguns dias atrás eu comprei algumas roupas na Amazon. A empresa me enviou o produto errado. Então, eu enviei de volta e recebi a informação que demoraria três ou quatro semanas para me enviarem o novo. Um mês!

Eu escrevi de volta, perguntando o porquê de tanta demora. A resposta: `Agradecemos a sua solicitação. Para responder a sua pergunta: nós NÃO somos uma empresa grande como a Amazon. Na verdade, nós somos uma empresa pequena. Esse é o porquê de demorarmos mais do que os outros´.

Claro, você pensava que uma empresa pequena seria mais rápida. Mais importante, você pensava que a empresa perceberia que eu não estou nem aí pro tamanho da empresa deles… eu apenas quero um bom serviço

Se sua pequena empresa não proporciona uma experiência melhor (em segmentos que isso seja valorizado) do que uma grande, por que raios alguém deveria negociar com você? Eu não estou dizendo que você deve ter um serviço mais rápido, um site maior, preços mais baixos e suporte 24h por dia. Eu estou dizendo que, para certos clientes, você tem que ser monstruosamente melhor.

A internet é ótima nisso. Uma micro-empresa pode ter um site melhor que uma multinacional. Uma micro-empresa pode ter um suporte melhor que uma grande. Uma micro-empresa pode escrever um informativo melhor que uma maior. Talvez não pra todo mundo, mas todo mundo é para as grandes empresas. A apaixonada minoria ficaria feliz de abraçar uma pequena empresa. Enquanto elas estiverem focada e não ficarem se queixando.

Ser pequena é uma arma, não uma desculpa.”

1) A bateria dura de três a cinco vezes mais do que qualquer player do mercado. (Ainda preciso dizer os outros nove?)

2) Espaço pra dar e vender. Eu continuo tentando imaginar o que se faz com 30, 80 ou 160GB.

3) Várias maneiras de selecionar músicas: por artista, por álbum, por gênero, por playlist ou simplesmente tudo em modo aleatório.

4) Transferência à jato. Mesmo transferências de vários gigas duram pouco

5) É ninja. No caso do iPod saltar da sua mão, o fio do fone não desplugará, ficando pendurado e evitando sua queda.

6) Se mesmo assim você conseguir a façanha de desplugar o fone sem querer, a música pausará.

7) Estoura-tímpanos. O volume máximo é realmente o máximo que você pode aguentar sem ficar surdo.

8 ) Você pode registrar as músicas que escutou no Last.fm

9) O controle sensível ao toque é prático e intuitivo.

10) Ver as capas dos discos passeando na tela ou quando se ouve uma música, é de encher os olhos.

11) Enorme quantidade de acessórios. Dentre os quais, micro-systems e sons automotivos que podem ser ligados ao iPod. CDs nunca mais!

12) É da Apple (o que dá margem pra a criação de uma uma outra lista: “10 motivos para se confiar na Apple”)

O preço do frete grátis

14 de julho de 2008 • TEMAS: Marketing / /

Tudo na vida tem um preço. Principalmente quando falamos de produtos e serviços. Descontos, promoções, vendas casadas, nada disso é o que parece ser. Os consumidores podem sair ganhando, mas a empresa ganha muito mais.

O famoso frete grátis (um tipo de desconto) deixou de ser um diferencial e virou necessário. O preço que você paga por isso é a baixa qualidade do serviço prestado. Por outro lado, você só perceberá o valor disso se não conseguir receber o produto ou tiver que devolvê-lo.

Assim como valor; custo ou preço podem ser intangíveis. Algo que você não paga em dinheiro, mas sim em estresse, tempo e frustração. Para ilustrar melhor, uma interessante definição de preço:

“Preço é a despesa em dinheiro, tempo e esforço que os clientes incorrem ao comprar e consumir produtos e serviços.” (Lovelock e Wright)

Eu recentemente paguei um preço muito alto em uma compra – que obviamente possuia frete grátis. Não irei narrar toda a história porque é longa e cheia de detalhes, mas vamos à sinopse.

Comprei um aquecedor na maior loja virtual do Brasil,  que nunca consegui receber porque nunca estava em casa. Após o primeiro e-mail comunicando a tentativa de entrega, entrei em contato com o site para tentar pegar um telefone, um endereço, qualquer coisa que pudesse facilitar a entrega, talvez acertando com a transportadora. Fui informado que eles não passam o telefone e, como consta no site, eles também não agendam entrega. Ou seja, se você mora sozinho e trabalha, jamais compre algo pela internet. Sinceramente, em plena era de Amazon.com, FedEx e Michael Porter, isso não entra na minha cabeça.

Resultado: 25 dias de estresse, 2 meses para ter meus R$250 de volta e ainda fiquei sem o produto. Eu teria pago qualquer que fosse o preço do frete para evitar tanta dor de cabeça.

12 minutos por um Sundae

13 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento /

O que faz pessoas esperarem, em pé, o tempo equivalente ao de o preparo de uma pizza, para tomar um sorvete? Eu não acho que seja apenas o calor.

Aqui na serra gaúcha, basta um solzinho para as pessoas correrem às sorveterias. E nem precisa estar tão quente assim. Mas se estiver, então…BOOM!

Em um atípico domingo de inverno como hoje, 26 graus, adivinhe o resultado? Nas duas McDonald’s por onde passei, filas enormes. Eu experienciei uma delas. Foram cerca de 12 minutos até conseguir sentir o primeiro gostinho do meu sundae de morango.

A pergunta continua: o que faz uma pessoa esperar tanto tempo por um sorvete? Sorvetes geralmente são vendidos de forma expressa – entrou, pagou, levou. A minha opinião é que um povo que vive em uma região fria (para os padrões brasileiros) sabe como curtir o calor e gosta.

Parece que aqui, o sorvete conquistou o objetivo de toda marca. A fidelidade.

Frequentemente, postarei ações e anúncios que considero dos mais interessantes. Inspiradores ou apenas divertidos, sempre com uma ótima idéia criativa por trás.

DHL pra quem não sabe, é uma das maiores empresas de logística do mundo, ou seja, entrega encomendas. Para comunicar a idéia de que DHL chega aonde precisar muito mais rápido que os outros, fez essa adesivagem em uma estação de metrô de Hong Kong.

“Veja o mundo através dos olhos de Salvador Dali e 22 outros mestres.”

“Ajude a trazer água limpa às crianças de zonas rurais.”

“Fixação extrema.”

Dias marcantes

8 de julho de 2008 • TEMAS: Marcas /

Você já parou pra pensar o quanto as marcas estão presentes na sua vida? Eu só pensei quando vi isso aqui. Todo o nosso dia é invariavelmente marcado por elas, em maior ou menor quantidade, em maior ou menor intensidade. Achei superinteressante e resolvi seguir o bonde que vários outros bloggers já seguiram.