Dois anos atrás, o ex-funcionário da Microsoft, Bill Gates disse que a nova revolução da informática seria a extinção de mouses e teclados. Tudo seria feito através de gestos e/ou voz. Achei uma viagem e tanto. Mas quem é o bilionário aqui, eu ou ele?

Assistindo o Jornal Hoje (de hoje), descobri o que irei chamar de webcam touch – já que estamos na moda do touch. Uma webcam comum, que a partir de um software, detecta movimentos e permite selecionar textos, rolar tela e clicar. Se touchpad do notebook já me tira a paciência, imagine ficar com braço levantado pra tentar clicar num objeto. O estudo ainda é uma pesquisa preliminar de mestrado. Obviamente, há muito o que ser aprimorado antes de virar produto final.

Há produtos que não precisam de substitutos, que possuem um duradouro ciclo de vida. O mouse, ao meu ver, é uma deles. Qual a razão de se livrar do mouse? Alguns cm2 a mais na sua mesa?. Lembro de um livro que li do Al Ries, onde ele citava uma série de produtos inovadores que fracassaram. A maioria deles convergiam duas ou mais coisas em um único produto. Al Ries sempre defendeu a divergência em produtos. Ou seja, você pode ter um celular com câmera de 2 megapixels. Mas você não deixará de ter uma câmera convencional por já ter uma no celular.

A pergunta que fica no ar é: você realmente aposentaria o seu mouse em troca de uma aparente liberdade?