Uma das grande dificuldades para certos profissionais é entender os benefícios de se copiar o melhor ou o líder. E, para alguns, entender os malefícios de se copiar o melhor também é um problema. Porque não faria o menor sentido entrar em um Carrefour imaginando-se estar em um Walmart.

Um assunto muito específico que quero tratar é a forma como Walmart Brasil trata as suas marcas. Eu já tive a oportunidade de conhecer duas de suas redes: os supermercados Hiper Bompreço e o BIG. Eles são quase iguais (tamanho, variedade de produtos, serviços e até cores da logo), porém são marcas geográficas. Uma do nordeste, outra do sul.

O segmento de supermercados é uma grande batalha medieval, onde incontáveis pequenos são esmagados por alguns gigantes. Nessa batalha, todo detalhe é uma grande coisa. Aqui no Rio Grande do Sul, o BIG (rede Walmart) bate de frente com o Zaffari (rede Bourbon). Uma batalha das grandes e de diferentes estratégias. O Walmart cuida do BIG como um filho, e não um irmão mais velho. Você cria um filho para ser independente, pra não ter que acompanhar e tomar conta dele em todas as ocasiões. A Rede Bourbon faz o contrário. A logo do Bourbon costuma acompanhada do Zaffari sem critério aparente. As duas marcas se confudem e, juntas, se enfraquecem. O BIG é o BIG. É necessário atenção pra perceber a sua ligação com o Walmart. Eu só percebi na tela do computador, enquanto um vendedor solicitava meu produto.

O Zaffari é uma grande marca, Bourbon é uma grande marca, mas elas estão sendo ameaçadas por uma marca que sabe o que faz, uma empresa que tanto tem a ensinar, embora outras parecem não querer aprender.