Arquivo de julho de 2008

Considerando o verão uma marca

30 de julho de 2008 • TEMAS: Marcas /

Já que tudo é considerado marca hoje em dia. Por que não o verão? Ele tem as pecualiaridades de uma marca:

Associações de marca: quente, dias longos, bermudas, descanso, férias.

Personalidade de marca: sorridente, casual, amante da diversão e profundamente nostálgico.

O verão também possui sensações próprias. o som das cigarras ao entardecer, borboletas voando e o agradável aroma vindo do mar.

O único motivo pelo qual o verão não é considerado uma marca é que ninguém está avaliando e administrando seu valor. O verão não tem consultores de marca, não tem agência de publicidade, não tem designers de logo. O verão simplesmente acontece e sem nenhum responsável, exceto você.

Texto original em: Brandsinger

Batalha dos números

29 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento / Marcas / / /

PepsiCo é a número 1 em faturamento, a Coca-Cola a número 1 em brand equity, a marca mais amada do mundo. Desde a década de 80, elas duelam até a morte, a cada nova ação, a cada novo produto. A briga é feia.

Enquanto a Pepsi ainda esfregava a sua xodozinha Twist na cara da Coca, ela, por sua vez, lançou a Coca-Cola zero bem na testa pepsidiana.

Quando você sabe que a batalha já está perdida você só tem uma saída: inovar. A inovação causará o maior número de baixas possível no inimigo (lembram dos 300 de esparta?). Foi isso que a Pepsi fez ao lançar a Pepsi Twist 3 (com o papo-furado de que só possui 3 calorias). Ela inovou, e embora dificilmente consiga bater a Coca Zero ? assim como a Coca-Cola Lemon não bateu a Pepsi Twist ? deve causar severas baixas à Coca Zero. A Pepsi é especialista nisso, tirar mercado e investe pesado nisso.

Numa batalha como essa, é necessário muito mais do que números e poder de fogo, é necessário astúcia.

OBS: A Pepsi ONE mostrada na imagem não é comercializada no Brasil e foi utilizada somente para ilustração.

“Dizem”

29 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento / Negócios /

Dizem que eu sou radical. Eu digo que sou realista.

Dizem que sou muito exigente. Eu digo que eles aceitam a mediocridade e melhoras contínuas muito rapidamente.

Dizem: “precisamos de uma iniciativa”. Eu digo: “precisamos de um sonho e de sonhadores”.

Dizem: “A internet é uma ferramenta útil”. Eu digo: “a internet muda tudo”.

Dizem: “ele aprende rápido”. Eu digo: “É um líder fracassado”.

Dizem: “juntem-se e imitem”. Eu digo: “criem e inovem!”

Dizem: “melhore e mantenha”. Eu digo: “destruam e repensem.”

Dizem: “precisamos de funcionários mais constantes e leais”. Eu digo: “precisamos de mais ‘doidos’ que sempre encorajarão seus chefes a ser arrojados… antes que seja tarde demais”.

Dizem: “precisamos de boas pessoas”. Eu digo: “precisamos de talento expressivo”.

Dizem: “Claro, precisamos de mudanças”. Eu digo: “precisamos de uma revolução agora”.

Dizem: “pretinho básico”. Eu digo: “tecnicolor”.

Dizem: “nem todos podem ser revolucionários”. Eu digo: “por que não?”

Dizem: “os tempos estão mudando”. Eu digo: “tudo já mudou. Amanhã é o primeiro dia de sua revolução, senão você está frito”.

Dizem que preferem uma equipe que trabalhe e conviva com harmonia. Eu digo: ” quero o mais ranzinza entre os melhores criadores que existam no mercado”.

Dizem que isto é apenas um discurso de retórica. Eu digo que esta é apenas a realidade.

(Extraído do livro “A Grande Mudança – Não tente ser perfeito, comece a ser notável”)

Marketing olfativo

28 de julho de 2008 • TEMAS: Notícias & Variedades

Uma cadeia de lojas de moda praia com cheiro que remete ao mar, uma empresa com posicionamento relacionado à sustentabilidade com aroma que lembra a natureza, ou cada seção de uma megastore com fragrâncias que impulsionam a venda de seus produtos. Esses são alguns exemplos de projeto de marketing olfativo que a Air Berger traz para o Brasil.

No País, a tecnologia já é utilizada por algumas lojas. Há também negociações em andamento com uma grande rede de varejo, outra de moda e também com um banco.

Ao redor do mundo, a Air Berger atende grandes redes hoteleiras, como Hyatt, Mercure e Club Med, e hotéis exclusivos, como Plaza Athénée e Ritz; marcas do mercado de luxo (Swarovski, Galeries Lafayette, Hugo Boss, Max Mara); e outros clientes corporativos, como HSBC, BNP Paribas e Leroy Merlin.

Fonte: Consumidor Moderno

Onde errou:

  1. Em dizer o óbvio. Todo publicitário deve ter em mente duas coisas: consumidor não é burro e dizer somente o necessário. O texto deste anúncio é tão óbvio, desnecessário e prolixo que chega a doer. Ou alguém pensa que pra aproveitar essas ofertas (e comprar um carro) não é preciso ir à concessionária e “conhecer as condições”?

NOTA: O objetivo desta seção é a crítica construtiva. Salientar deslizes e falhas para tornar a propaganda cada vez melhor. Tal conteúdo é baseado na opinião pessoal do autor e devem ser levadas como conselhos, não verdades absolutas.

Onde errou:

  1. Dizer que a empresa economizou em algo. Cliente não quer saber disso, muito pelo contrário!
  2. Diesel significa economia pro usuário, não pra empresa. Na verdade, tanque a diesel custa muito mais para as fábricas.

NOTA: O objetivo desta seção é a crítica construtiva. Salientar deslizes e falhas a fim de tornar propaganda cada vez melhor. Tal conteúdo é baseado na opinião pessoal do autor e devem ser vistas como conselhos, não verdades absolutas.

Adeus inocência

27 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento / Propaganda /

Segundo o estudo do comportamento do consumidor, o cliente pode assumir vários papéis como: especificador, decisor, influenciador, iniciador, comprador, pagador e usuário. Mas vamos ser práticos e colocar o usuário no centro de tudo, desta maneira há 4 papeis que ele pode assumir:

  1. Não é pagador nem comprador
  2. É pagador mas não comprador
  3. É comprador mas não pagador
  4. É comprador e pagador

Saber disso ajuda a direcionar a comunicação e atingir o nosso público em cheio.

O anúncio acima – de uma marca de roupa jovem – trabalha radicalmente o papel do adolescente como decisor e comprador. O título diz: “Adeus inocência” e a imagem coloca a jovem no papel de uma ditadora africana ou algo do tipo.

Todo mundo sabe que filhos são eternos adolescentes para seus pais. Pai nenhum quer perceber que sua filha está virando mulher, sobretudo quando ela tem 15 anos e ainda não é mulher de fato.

Eu particularmente não gostei do anúncio, como bem disse David Ogilvy, “não crie um anúncio que você não gostaria que sua família lesse”. Eu não gostaria que minha filha visse este anúncio, mas se ela visse provavelmente iria comprar.

Estratégia Google em 1 imagem

24 de julho de 2008 • TEMAS: Marcas / Tecnologia /

Uma lição para tudo e para todos, seja do segmento internet ou não.

Faltou a cereja!

24 de julho de 2008 • TEMAS: Carreira / Marketing / /

O velho Disney não era bobo. Depois de ele e seus criadores terem terminado a atração Carrossel do Progresso para o estande da General Electric na World´s Fair de 1964, o senhor Walt convidou alguns executivos da GE para ir ao estúdio dar uma olhada no show.

Eles amaram. Mas Walt não estava tão convicto.
“Faltou a cereja”, ele disse. “Voltem em algumas semanas e eu a mostrarei”.
Encucados, os executivos fizeram o que Walt pediu, uma semana depois eles voltaram e assistiram novamente ao show. Foi praticamente idêntico ao primeiro, com uma exceção: Walt adicionou, em todas as cenas, um hilário cachorro que não parava de balançar o rabo. Isso foi a cereja. O toque final. O delicioso e magnético bonus.

Cerejas são extras.

Cereja é o que você dá para o público depois que eles já estão satisfeitos. Cereja é o que você adiciona quando o que você tem já é bom, mas não bom o bastante.

Nenhum chefe irá exigir que você adicione uma cereja. Na verdade, seu chefe deve preferir que você não perca tempo com elas.

Cereja o modo que a tela de um iPod se funde com o metal, sem utilizar remendos. É o impacto seguro que a porta de uma Mercedes tem ao ser fechada. É um bônus secreto de um DVD que você comprou. É a logo brilhante na tampa de um notebook Apple.

Cereja não é o que você tem que fazer, é o que você quer fazer. Seu delicioso impacto nasce completamente do prazer em se criar e do desejo do criador de compartilhar o que ele gosta com os outros.

As cerejas são para grandes marcas o que controle de custos são para o fluxo de caixa.

-

Texto original: Hear 2.0

Cadê a recompensa?

22 de julho de 2008 • TEMAS: Comportamento / Marcas /

É sabido que a garrafa da Coca-Cola é considerado o supra-sumo do design e, talvez, nenhuma forma seja tão expressiva como a sinuosa garrafa. A Coca-Cola usa brilhantemente toda a interatividade que a era digital nos proporciona, o site é um exemplo disso. Unindo a tecnologia e o grande ícone da marca, criou-se o Design the World a Coke, onde você pode criar a sua própria garrafa. Mas o que eu e você ganhamos com isso?

Nada. No máximo alguns minutinhos de diversão criando a nossa própria garrafa de Coca-Cola que jamais poderemos beber. O que me fez escrever este post foi ler uma afirmação que talvez alguns discordem, mas que realmente faz muito sentido: “as pessoas são muito preguiçosas. Ou você dá uma boa razão para elas fazerem algo ou elas irão optar por fazer nada”.

De fato, o Design the World a Coke tem enorme potencial, mas por não oferecer algo que faça valer o nosso esforço, uma recompensa, se tornou apenas algo cool.