“I love smoking”
“Suponhamos que amanhã venha um besouro do tabaco e coma todos os Old Gold do planeta, você pararia de fumar?”
É com uma conversa inspiradora entre um garçom e um bem sucedido diretor de criação que o 1º episódio da série Mad Men inicia.
Há pouco tempo, Lucas Mendes – apresentador do programa Manhattan Connection que mora em Nova Iorque – deu uma entrevista ao Meio&Mensagem e, claro, o tema não poderia ser outro senão propaganda. Pergunta vai, respostas vêm, perguntam a ele se algum programa da TV norte-americana tem chamado sua atenção nos últimos tempos. Mendes comenta sobre Mad Men, uma interessante série sobre o mercado publicitário nova iorquino na década de 50. Nome pelo qual executivos do centro de Manhattan eram chamado naquela época.
Como bom curioso que sou, tratei de baixar alguns episódios da série, sem nem mesmo procurar entre a programação da minha TV a cabo. Mad Men é uma série interessante para publicitários e talvez nem tanto para aquelas pessoas dotadas de pouco sarcasmo e hedonismo. A série mostra o lado “pouco bonito” de redatores e diretores de arte que só querem saber de azarar as estagiárias da agência, mantêm vida dupla e não recusam um scotch às 4:30 da tarde. Eu não tenho nada a declarar, vamos mudar de assunto.
A série traz alguns pontos interessantes, além do bom (e mau) humor publicitário, como a desdém do diretor de criação diante de um trambolho chamado televisor; a angustiante busca pela idéia perfeita e outros embates, como que linha de comunicação seguir após pesquisas comprovarem o mal que o cigarro faz ao nosso organismo.
Voltando ao garçom, ele responde: “Eu iria encontrar uma saída, eu adoro fumar”.
Não é difícil vender algo que as pessoas adoram, mesmo que todos saibam o risco que estão correndo. Que fique claro que isso não é apologia ao fumo (eu não fumo), isso é publicidade.
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